A captação ilegal do sinal transmitido pelas operadoras de televisão por assinatura é feita com um sistema composto de uma antena parabólica, idêntica às utilizadas nos conjuntos de aparelhos tradicionais e dentro da lei, com o diferencial do uso de um decodificador importado, principalmente do Paraguai.
O equipamento, que desembaralha os códigos do sinal transmitido via satélite, é encontrado facilmente em lojas de eletrônicos. Os comerciantes encomendam os receptores sejam por parte de sacoleiros que vão ao Paraguai ou adquirem diretamente em tradicionais centros de comercialização de produtos vindos do País.
“Na Santa Efigênia (tradicional reduto comercial de componentes eletrônicos no centro de São Paulo) a gente acha em toda esquina”, testemunha um instalador de Bauru, que, obviamente, também não quer a divulgação de seu nome. “Bauru inteira tem”, acentua, sobre a proliferação desenfreada dos equipamentos de recepção ilegal.
Contudo, ele não considera a prática um crime. Segundo ele, até agora, não há comprovação de ilegalidade na recepção de programação feita pelas operadoras sem o pagamento de assinatura. “Isso é tecnologia”, defende. “Até agora não está comprovada irregularidade. O sinal está invadindo o espaço. Apenas capturamos”, argumenta.