• Representatividade
O leitor José Luiz de B. Encinas faz uma sugestão ao JC sobre a discussão da pequena representatividade de Bauru na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, abordada em manchete na edição de ontem. Ele propõe uma comparação de Bauru com cidades do mesmo porte em relação à migração de votos na última eleição (2006).
• Resgate numérico
Conforme informou a reportagem da edição de domingo, na eleição de 2006 (a última realizada para deputados) cerca de 27% dos votos dos bauruense para deputado estadual foram para candidatos de fora e 47% dos mesmos votos, só que para deputado federal, foram papados pelos chamados paraquedistas.
• Ajuda na solução
José Luiz sugere uma comparação com Jundiaí, Piracicaba, Franca, Marília, Presidente Prudente e Rio Preto, com as seguintes informações: - O número de eleitores destas cidades em 2006, número de candidatos que elas tiveram, quantos foram eleitos e os votos dados a candidatos de fora. Ajudaria a entender o porquê de Bauru eleger tão pouco, diz o leitor.
• O dedo da besta...
Já outro leitor ficou um pouco mais assustado e viu o dedo do diabo nesta “seca” de deputados. O pastor Roberto Lima afirma que o número de 666 candidatos de fora que foram votados em Bauru para deputado federal é cabalístico – é o número da besta. E conclui, com humor: “Besta de quem votar de novo em candidatos de fora...”.
• Disputa acirrada
Começa hoje e vai até quarta-feira uma das eleições sindicais mais disputados dos últimos anos em Bauru – a do Sindicato dos Bancários. Duas centrais sindicais – CUT e Conlutas – disputam o controle da entidade, hoje exercido pela segunda. No plano político partidário, dá para vislumbrar um embate entre o PT (CUT) e PSTU (Conlutas).
• PSTU versus PT
Nas últimas semanas, as duas chapas travaram batalhas cujas armas foram acusações mútuas, seja em reportagens ou em informes publicitários. O PSTU é um partido crítico ao PT, posição que se radicalizou após o partido de Lula virar governo federal. Já o PT, através da CUT, detém a maioria dos sindicatos no País e quer mais um.
• Uma base e tanto
Não é sem bons motivos essa disputa acirrada. O Sindicato dos Bancários tem uma base regional com nada menos do que 37 cidades, desde o centro até o sul do Estado, na divisa com o Paraná. Só poderão votar os bancários sindicalizados há mais de três meses. Urnas volantes percorrerão as agências. Confusão à vista.
• AME - expectativa
Há uma expectativa na saúde pública, principalmente entre a população que não tem convênio médico, quanto ao funcionamento do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que o governador José Serra vai inaugurar amanhã à tarde em Bauru. Num mesmo dia, o cidadão fará a consulta e os exames pedidos pelo médico, no local. O AME fica na Rubens Arruda, perto do Hospital de Base.
• Tendência de agilizar
O agendamento no AME deverá ser feito a partir das unidades básicas de saúde, através dos núcleos e centros de saúde dos bairros. “A tendência é que o atendimento seja acelerado e os hospitais possam priorizar as internações e cirurgias”, diz o deputado estadual Pedro Tobias, médico e tucano, como José Serra.