08 de julho de 2026
Regional

Duas cidades ‘exportam’ lixo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Um levantamento recente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta que algumas cidades da região que estavam irregulares quanto a aterro sanitário e lixão regularizaram a situação. Mas Bariri (56 quilômetros de Bauru) e Itapuí (44 quilômetros de Bauru) estão ‘exportando’ lixo doméstico enquanto buscam a licença ambiental para ter seus próprios aterros sanitários.

O gerente da Cetesb, Marcelo Antunes Ribeiro, frisa que a última vistoria foi feita em novembro do ano passado. “Lençóis Paulista estava com o aterro mal operado, mas em novembro já tinha adequado. A cidade está com um processo em andamento para ampliação da área.”

Ele explica que a vida útil do aterro de Lençóis está se esgotando e já houve solicitação de licença para ampliar a área. A cidade de Bariri, segundo Ribeiro, resolveu o problema ‘exportando’ o lixo para a região de Ribeirão Preto. “Lá havia um lixão. Atualmente, eles mandam o lixo para um aterro particular. Eles não têm como destinar o lixo no município.”

A cidade de Itapuí que, no início de 2009 enfrentou vários problemas com o lixo doméstico, também resolveu o problema com envio por caminhão do lixo à cidade de Guatapará, a 150 quilômetros. O custo é em torno de R$ 30 mil mensais para acolher cerca de 16 tonelada diárias.

Em fevereiro do ano passado, Itapuí teve o seu lixão interditado. Atualmente aguarda licença para implantação em outra área.

Em Agudos (13 quilômetros de Bauru), o aterro tem licença, mas estava sendo mal operado. Na última vistoria, em novembro 2009, operava de forma satisfatória. A prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) espera concluir hoje o edital para contratação de empresa responsável pela operação do novo aterro sanitário.