SAMPRAS X AGASSI NO BRASIL
A rivalidade entre os americanos André Agassi e Pete Sampras é uma das maiores do tênis em todos os tempos e continua mesmo depois que deixaram o circuito mundial. A prova disso são as declarações de Agassi em sua autobiografia em que diz que Sampras era mesquinho e que não despertava inspiração. Como resposta Sampras disse que gostaria se sentar à frente de Agassi e numa conversa de homem pra homem tirar tudo a limpo. Em vista disso e por se tratar de dois ótimos tenistas, não existe um lugar melhor para por tudo em pratos limpos como numa quadra de tênis. Uma empresa especializada em eventos, mostrando muita visão entrou em contato com eles sobre a possibilidade de se confrontarem em jogos-exibições. A ideia foi bem recebida por ambos e praticamente três jogos já estão confirmados, sendo que o primeiro seria no dia 22 de maio, em Porto Rico, em seguida na Colômbia e o terceiro no Brasil, também em maio, em data ainda não definida.
MAIS QUE US$ 1 MILHÃO
Conforme matéria do jornalista Breno Menezes para o site “tenisbrasil”, mais um tenista brasileiro superou a casa de US$ 1 milhão em prêmios oficiais. Trata-se do gaúcho Marcos Daniel, que com os US$ 18.500 recebidos pela primeira rodada no Aberto da Austrália agora é o 435o tenista masculino a superar tal valor (desde 1968, quando começou o profissionalismo). O curioso é que Daniel nunca ganhou uma partida de Grand Slam (onde mais se recebe) e nunca jogou num Masters 1000 (imediatamente abaixo do Grand Slam). A maioria dos ganhos veio de torneios pequenos como os Challenger, com premiação total que variam entre US$ 35 mil a US$ 150 mil. Entre os 435 jogadores que já ganharam mais de US$ 1 milhão, seis são brasileiros: Gustavo Kuerten (US$ 14,8 milhões), Fernando Meligeni (US$ 2,55 milhões), André Sá (US$ 1,84 milhão), Luiz Mattar (US$ 1,49 milhão), Flávio Saretta (US$ 1,23 milhão) e Jaime Oncins (US$ 1,21 milhão). Ricardo Mello deve ser o próximo, pois já ganhou até agora US$ 990.686,00. Contratos de publicidade, partidas exibições e ganhos com Copa Davis estão fora desses números.
DAVYDENKO X PRINCE
Parece que a relação entre o russo Nikolay Davydenko e a marca Prince voltou às boas. No início do ano passado, o russo se negou a trocar sua raquete Prince Ozone Pro Tour por um novo modelo da marca. Por se tratar de um jogador sem carisma e já com 28 anos (na época), a Prince optou por não renovar seu contrato e apostaram suas “fichas” no promissor francês Gael Monfils, bem mais jovem. Se deram mal, pois Monfils continua sendo promissor, não mais que isso, quanto a Davydenko desde o último trimestre de 2009 passou a ser imbatível (com seguidas vitórias sobre Federer e Nadal), inclusive vencendo o Masters Cup e usando sua Ozone Pro Tour, mas sem pintar a letra P nas cordas da raquete, requisito que os tenistas usam para identificar facilmente a marca do fabricante. Comentou-se que deixou de ganhar US$ 500 mil da Prince, por se negar a pintar a letra P na partida final do Masters Cup. Quem tem visto aos jogos do russo Davydenko no Aberto da Austrália deve ter notado que a letra P voltou a colorir a cordas se sua raquete, então...
NOVO DIRETOR
Substituindo a Paulo Siécola, que depois de anos de colaboração deixou o cargo por compromissos particulares, Toshi Umino é o mais novo diretor de tênis do Bauru Tênis Clube. Desde a última semana, Toshi passou a ser o responsável pela parte operacional das quadras, funcionários e regulamentos do departamento de tênis do tradicional clube. O departamento conta ainda com mais dois outros diretores em atividade há mais tempo: João Gonçalves, responsável pela parte física do complexo, como quadras, iluminação, etc., e por Marco Antonio Oliveira, responsável pelos torneios.
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DICA
A frase “Não importa vencer ou perder, até você perder” relata em poucas palavras a mais pura verdade e no tênis isso também acontece. Perder partidas, mesmo que com um placar apertado, pode muitas vezes nos fazer perder a confiança. O atual número 2 do mundo, Rafael Nadal, esteve contundido e na sua volta perdeu partidas que normalmente não perderia. Poderia dar alguma desculpa, mas com sinceridade ao final de cada partida perdida dizia, estou sem confiança. Se você também anda sem confiança e perdendo para adversários que normalmente ganha, mude os adversários: procure por um tempo enfrentar jogadores mais fracos, aqueles que mesmo jogando mal você os vence. Nada melhor que vencer para readquirir sua confiança. O sabor dessas vitórias vai levantar sua auto-estima e te fazer sentir capaz de repetir seus antigos sucessos.
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CURIOSIDADE
Mesmo eliminado na segunda rodada, o brasileiro Thomaz Bellucci volta do Aberto da Austrália como o campeão em pelo menos uma coisa: o de aproveitamento no “Hawk Eye” (replay do ponto). Quando o jogador não concorda com a chamada dos juízes pode desafiá- e o replay do ponto por até duas vezes em cada set e mais uma no tie-break. Caso esteja certo, não gasta seus pedidos de replay. Bellucci disputou duas partidas de simples e uma de duplas. Nessas três partidas pediu o replay cinco vezes e estava certo em todas. O brasileiro é o único jogador com 100% de aproveitamento no torneio. O jogador de pior aproveitamento é o australiano de apenas 17 anos Bernard Tomic. O jovem desafiou os juízes por nove vezes e em todas não tinha razão.