08 de julho de 2026
Nacional

Comprar dólar em frações dilui risco cambial, garantem analistas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Novamente no patamar de R$ 1,80, o dólar comercial voltou a preocupar na semana passada potenciais turistas, famílias com filhos estudando no Exterior e consumidores com dívidas no cartão de crédito internacional.

Diante da imprevisibilidade da trajetória da moeda americana, analistas recomendam que a pessoa física “exposta” ao risco da variação cambial comece a comprar dólares em pequenas quantidades, com o objetivo de fazer um preço médio mais estável, capaz de diluir o risco tanto no cenário de alta como de baixa da moeda dos Estados Unidos.

Se o dólar subir muito, o consumidor terá conseguido comprar uma boa parte do que precisará a um preço menor.

Por outro lado, caso a situação se reverta e o dólar volte a cair -o que não está descartado - também não terá feito um negócio tão ruim e ainda poderá adquirir o restante do que precisa a uma taxa de conversão mais favorável.

Quem pretende, por exemplo, gastar US$ 6.000 nas férias de julho, pode comprar todos os meses US$ 1.000. Se a moeda americana continuar subindo e chegar a R$ 2,00 naquele mês da viagem, a pessoa terá comprado várias das frações de US$ 1.000 a preços entre R$ 1,80 e R$ 1,90. Já se o dólar voltar a R$ 1,60, não terá comprado muita moeda a R$ 1,80 e ainda poderá reduzir o prejuízo final comprando moeda próximo de R$ 1,60.

Com a instabilidade nos mercados globais ainda presente, a expectativa de piora nas contas externas brasileiras já constatada neste começo de ano e a possibilidade de aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e na Europa, aumentaram as apostas de que a moeda americana possa reagir neste ano, após cair 25% e virar uma espécie de “cachorro morto” entre os investimentos financeiros em 2009.

Só nos primeiros 15 dias úteis de janeiro, a moeda dos EUA avançou 3,33% - saltou de R$ 1,74 até R$ 1,813, patamar que era esperado pelo mercado para o final do ano.