Bagdá - Uma série de atentados aparentemente coordenados contra três conhecidos hotéis de Bagdá deixou ontem pelo menos 36 mortos e 71 feridos, em mais um revés nos esforços para pacificar o país.
Os ataques ocorreram por volta de 15h30 locais (10h40 no horário de Brasília) com alguns minutos de intervalo, momentos antes de a TV estatal anunciar a execução de Ali Hassan al Majid, um dos mais próximos aliados de Saddam Hussein, ditador deposto na invasão americana de 2003.
Não está claro se os atentados são uma vingança de grupos insurgentes ligados ao antigo regime pela morte de Majid.
Segundo a polícia, os três ataques foram perpetrados por camicases que dirigiam vans carregadas de explosivos.
A primeira explosão ocorreu às 15h40 (10h40 no horário de Brasília) em frente ao hotel Sheraton. O prédio, um dos mais altos de Bagdá, hoje abriga principalmente escritórios. Outra explosão atingiu o hotel Babylon, utilizado por viajantes iraquianos e para algumas reuniões do governo. O local da terceira explosão foi o hotel Al Hamra, que é muito frequentado por jornalistas ocidentais desde a invasão americana de 2003.
As explosões ocorrem um mês e meio depois da última série de ataques em Bagdá, que mataram 127 pessoas.
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Enforcamento
Bagdá - O governo iraquiano anunciou ter executado ontem por crimes contra a humanidade Ali Hassan al Majid, primo do ex-ditador Saddam Hussein e um dos homens mais poderosos do antigo regime.
Majid, conhecido como “Ali Químico” por ter orquestrado a execução de milhares de pessoas com gases mostarda, sarin e VX.
Majid não foi insultado nem submetido a abusos enquanto era levado à forca, diferentemente do ocorrido em 2006 na execução de Saddam Hussein.