09 de julho de 2026
Articulistas

Cidade Judiciária

Paulo De Marchi Sobrinho
| Tempo de leitura: 2 min

Há muito se fala sobre a sonhada “Cidade Judiciária”. Que é necessária, não pairam dúvidas; porém, idéias, sugestões foram surgindo, e, se prevalecer a mais forte atualmente, perto de Jaú, aí esqueceram o povo.

Na edição do dia 3 último, em reportagem, foi muito bem enfatizado que a logística também é um grande obstáculo para a agilidade da Justiça. Varas da Fazenda pra cá, Varas de Execução Fiscal pra lá, Justiça do Trabalho além, a Federal no ponto nobre, Cartórios de Notas e Registro no centro, e por aí.

O presidente Caio, da OAB, tem razão sobre o ponto de vista de que a concentração do complexo numa só região resultaria em economia tanto para os usurários quanto aos cofres públicos. Sendo “cria” da “Baixada”, talvez ele e muitos não sabem que teve uma idéia muito boa, a primeira sugerida e que está perdida nos arquivos do JC. Era para se implantar a Cidade Judiciária na Avenida Nações Unidas Norte, num terreno público. Acho que foi apagada porque na época a “Baixada” (do Silvino) era considerada feia.

E agora? Quer mais sobre a logística do Poupatempo? Que maravilha! O povo agradece: economia mesmo! Deu certíssimo. Vejam quantos setores lá funcionam, inclusive da própria Justiça.

À exemplo do Paço Municipal de Santo André-SP, onde tudo funciona num complexo central, a Nações Unidas Norte atende todos os requisitos necessários. Está localizada pertíssimo do centro, destacando a facilidade de acesso através das principais avenidas centrais e das rodovias. Por que não reaquecer esta idéia?

Sou “quase cria” da Baixada, morei na região, mas como advogado usuário também sou povo. Merecemos todos nós a sonhada Cidade Judiciária, mas no lugar certo, de fácil acesso.

Lendo a bela reportagem de 10/12/09 (domingo), me fez viajar em sonhos: dos sonhos de criança nas andanças pelas esparsas águas do Córrego Castelo, limpidas, até o sonho de ver como um exemplo a Moussa Tobias ser um corredor de gastronomia bauruense. A Cidade Judiciária lá instalada. Defendo a “Baixada” porque ela não era tão feia assim. Hoje, com brilho nos olhos, vemos a sua cara nova. Parabéns, Faculdades Anhanguera, bem-vindos Wal-Mart, Senda e outros. Acordem políticos e homens públicos em defesa da “Baixada”, da logística, da economia, do povo... e do bom senso!

O autor, Paulo De Marchi Sobrinho, é advogado, OAB-SP 061.360