10 de julho de 2026
Geral

800 turistas foram resgatados ontem

Bruno Paes Manso e Denise Chrispim Marin
| Tempo de leitura: 2 min

Helicópteros decolando ininterruptamente de meia em meia hora e a promessa das autoridades peruanas de transportar para Cusco até 800 pessoas ontem deixaram animados os turistas brasileiros que continuam isolados em Águas Calientes, cidade vizinha a Machu Picchu, no Peru.

Parte dos dois mil turistas (entre eles, 180 são brasileiros) que estavam isolados em Águas Calientes já começou a retornar para Cusco. As autoridades peruanas disseram ontem que 475 pessoas tinham voltado na terça e que mais 800 voltariam ao longo de ontem.

“Até meio-dia quase não tinha movimento porque o tempo estava fechado. À tarde, os helicópteros começaram a pousar e aumentou bem a frequência das aeronaves”, disse o estudante Victor Ferreira, de 21 anos, que está em Águas Calientes.

Ontem o Brasil ofereceu ao governo do Peru helicópteros e equipes de voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para ajudar no resgate dos turistas. Mas, de acordo com o Itamaraty, até as 18h de ontem (14h, no horário de Lima), nenhuma resposta havia sido enviada.

As autoridades consulares do Brasil, da Argentina e do Chile no Peru decidiram deslocar-se para Machu Picchu para levar ajuda - mantimentos, em especial - aos cidadãos de seus países e acalmá-los. Mas, assim como ocorreu com as operações de resgate ontem, esse deslocamento foi suspenso por causa do mau tempo na região.

A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que o embaixador do Brasil em Lima, Jorge Taunay, deslocou-se para Cusco, onde foi montada a sala de gerenciamento da crise pelo governo peruano. Outros dois funcionários o acompanharam na tarefa de monitorar o resgate.

Os turistas brasileiros estão preocupados, contudo, com o retorno de Cusco para o Brasil. Ontem só havia vagas nos voos Cusco-São Paulo para o dia 2 de fevereiro ou na classe executiva, que custa US$ 1,5 mil. Em conversas com autoridades brasileiras, turistas solicitam um avião para levá-los de volta.

Ontem houve um mal-estar envolvendo um grupo de 20 brasileiros do Rio Grande do Sul, todos acima de 65 anos. Como tinham o perfil dos que deveriam embarcar prioritariamente, foram chamados na terça-feira para aguardar os helicópteros. Esperaram por horas, não conseguiram vagas e voltaram chorando para o trem onde dormem os turistas.