10 de julho de 2026
Nacional

Chuvas já deixaram mais de 23 mil pessoas fora de casa; 64 já morreram

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - As fortes chuvas que atingiram o Estado de São Paulo já provocaram 64 mortes, desde o início de dezembro, e fizeram com que mais de 23 mil pessoas deixassem suas casas. Também são registradas 26 cidades em situação de emergência e duas em estado de calamidade pública.

De acordo com o balanço divulgado ontem pela Defesa Civil, as duas últimas mortes confirmadas em decorrência das chuvas são de um homem que foi atingido por um raio em Bofete (141 quilômetros de Bauru) e de uma mulher levada por uma enxurrada em Campinas (254 quilômetros de Bauru). A maior causa de mortes é o deslizamento de terra, que já matou 41 pessoas.

Por volta das 11h40 de ontem, duas vítimas permaneciam desaparecidas nas cidades de São Roque e Alumínio. De acordo com os bombeiros, as duas vítimas foram levadas por enxurradas entre a tarde e a noite de ontem. As buscas continuam. Já as cidades afetadas totalizam 135, sendo que 26 decretaram emergência.

Além disso, estão fora de suas casas 23 mil pessoas, sendo cerca de 18,6 mil desalojados - estão em casas de amigos e parentes - e 4.700 desabrigados, ou seja, dependem de abrigos públicos.

A previsão de chuva continua em quase todo o Estado. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o calor e a elevada umidade relativa do ar devem provocar mais pancadas de chuvas na tarde de ontem.

Campinas

A cabeleireira Rosemary Aparecida Romero de Moraes, 45 anos, morreu afogada na noite de terça-feira no bairro Taquaral, em Campinas (SP), durante um temporal que caiu sobre a cidade. Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, a vítima caiu em uma enxurrada, foi arrastada para debaixo de um carro pela água da chuva, afogou-se e sofreu uma parada cardíaca. Ela chegou a ser socorrida ao pronto-socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas não resistiu.

De acordo com dados da Coordenadoria Regional de Defesa Civil em Campinas, essa foi a primeira morte por consequência das chuvas em 2010 na região e a quarta, desde dezembro, mês em que Pinhalzinho registrou dois casos de morte por soterramento e Hortolândia, um caso de morte por raio.