09 de julho de 2026
Internacional

Em Davos, controle sobre bancos divide governantes e empresários

Folhapress
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Davos - Teve início ontem em Davos, Suíça, a edição 2010 do Fórum Econômico Mundial. O encontro reunirá, durante cinco dias, cerca de 2.500 líderes governamentais, empresariais e autoridades econômicas de diversos países.

Se a edição anterior do encontro procurava uma saída para a grande crise econômica que havia se estabelecido, neste ano, os participantes são chamados a repensar os modelos de negócios e redesenhar leis e políticas de regulação dos mercados, para que o desastre de 2008 não se repita.

O controle sobre a atuação de bancos e instituições financeiras polarizou o primeiro dia de debates entre autoridades políticas e banqueiros. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu em discurso um endurecimento na regulação dos mercados e criticou o atual formato, cuja falta de fiscalização contribuiu para o estouro da crise financeira.

“A partir do momento em que aceitamos a ideia de que o mercado está sempre certo e não há outros fatores a serem levados em consideração, a globalização fica fora de controle’’, disse.

Sarkozy também disse concordar com o projeto do presidente dos EUA, Barack Obama, que prevê maior controle sobre a atuação de bancos. O projeto, anunciado na semana passada, limita os riscos que as instituições financeiras podem assumir.

O discurso do presidente francês foi de encontro à posição defendida por líderes empresariais, que alertaram hoje os governos sobre os riscos do excesso de regulação e sanção sobre o mercado financeiro. Em um debate sobre riscos financeiros, banqueiros criticaram as medidas anunciadas por Obama e endossadas por Sarkozy.