Porto Rico é conhecida como “isla del encanto” e ponha encanto nisso. A ponto de ser considerada por todos os povos caribenhos como um destino nota dez. E olha que a disputa por ali é ferrenha diante da beleza daquele mar que não tem igual no mundo.
Um encanto que passa também pelo ritmo dançante famoso - a salsa - e a culinária típica. Uma mistura das influências africanas, europeias, indígenas e do próprio Caribe, responsáveis pela formação da nação. Embora os fast foods proliferem por toda ilha, há em San Juan lugares típicos para quem quer se servir e bem. Fazendo uma fusão perfeita com mistura de carnes e frutos do mar e oferecendo vários pratos preparados à base de banana-da-terra cozida e amassada.
Mofongo, tostones (banana verde frita), alcapurria (banana com batata e carne moída fritos), pinchos (espeto de frango e banana verde fritos), pionomo (banana amarela com carne) e por aí vai. Pratos para serem degustados, claro, com a bebida típica do lugar, o rum, que serve para a preparação de mais uma delícia da ilha: a piña colada – mistura de suco de abacaxi com rum e outros ingredientes.
Consulte um posto de informações turísticas para visitar nos subúrbios de San Juan a fábrica de rum Bacardi e conhecer um pouco da história da bebida e da marca. O tour é gratuito, com direito à degustação. Instalada em Porto Rico desde 1936, a fábrica da Bacardi – o símbolo da marca é um morcego – fica a 15 minutos de San Juan e mantém à disposição dos turistas um centro de visitantes. Abriga sete salas que contam a história da família fundadora e dados sobre a fabricação da bebida.
Já a área de praias paradisíacas com águas verde-azuladas fica fora do Centro Histórico: incluindo as áreas conhecidas como Condado, Miramar, Ocean Park e Ilha Verde. É nessa orla que ficam os hotéis de categoria internacional, com grandes resorts, cassinos, clubes noturnos, restaurantes, boutiques e atendimento turístico.
Nos terminais “C” e “D” dos guichês você encontra todas informações pormenorizadas para desbravar a ilha, que tem cultura própria e onde a temperatura média é de 26 graus.
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O básico da Velha San Juan
São muitos os pontos turísticos da Capital porto-riquenha, terra de celebridades como Rick Martin e Jennifer Lopez e paraíso de ricos e famosos. Um roteiro básico deve incluir:
Antigua Cárcel de La Princesa
O prédio restaurado serve atualmente para eventos rotativos de arte promovidos pelo Escritório Executivo da Companhia de Turismo de Porto Rico. Visitas guiadas devem ser agendadas.
Casa Blanca
A Casa Blanca foi construída para ser a residência oficial do governador Juan Ponce de León, que morreu antes de se mudar para lá. Sua família ficou no palácio por mais de 250 anos. Tornou-se um museu da vida dessa família nos séculos 16 e 17. Fica na Rua San Sebastian, 1 (visitas de grupos devem ser agendadas).
Castillo de San Cristóbal
A mais larga fortificação militar das Américas. Usada para proteger a cidade dos ataques terrestres. A construção data de 1634 (com restauração em 1783). É linda, de lá, a vista dos cruzeiros que chegam à ilha. Rua Norzagary, 501.
Castillo de San Felipe del Morro
Parte da maior e mais preservada fortificação espanhola no novo mundo. Localizada na entrada da Baía de San Juan, para proteger a cidade dos ataques pelo mar e serve também como portão para a Nova Espanha. Iniciada em 1540, gastou-se 250 anos para tomar a presente forma. Fica na mesma rua do Castillo de San Cristóbal.
Galeria Nacional
Esta galeria está localizada em um velho convento dominicano. Conta com estrutura colonial do século 16.
La Fortaleza
Construído entre os anos 1533 e 1540, La Fortaleza também é conhecida como Palácio Santa Catalina. É a mais velha mansão executiva em uso contínuo no hemisfério oeste. Horário da manhã reservado para grupos e da tarde para turistas. Rua Fortaleza, 1.
Museu de Nuestra Raiz Africana
Este museu tem como meta principal a preservação e coleta de documentos da história e cultura porto-riquenha, da perspectiva da experiência e legado da população. Praça San Jose.
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Os escravos e os paradores
Conhecida pelos índios taínos como Boriken, Porto Rico é a mais oriental das Grandes Antilhas, ficando no mapa do mar do Caribe à direita da República Dominicana. Por conta dessa posição, em 1508, 15 anos após a chegada de Cristóvão Colombo, se tornou domínio espanhol (uma boa forma de voltar ao passado é se hospedar fora da área metropolitana de San Juan, em fazendas seculares e pequenas propriedades em vilas de pescadores transformadas em paradores (hotéis).
A intervenção norte-americana só ocorreu bem mais tarde, em 1898, quando cubanos e porto-riquenhos lutaram pela independência espanhola. Com a derrota dos espanhóis, o Governo dos EUA implantou o inglês como língua oficial e transformou a ilha em produtora de açúcar e base militar.
Em 1959, Porto Rico passou a ser Estado Livre Associado (protetorado norte-americano). Tem governo e legislação próprios, mas assuntos militares, econômicos e de relações exteriores são guiados pelos EUA.
A língua predominante é a espanhola, mas para se hospedar nos hotéis é bom saber um pouco de inglês. A moeda é a norte-americana, mas os estabelecimentos aceitam também o peso. É preciso, para entrar via Miami, a partir da America Airlines, de visto norte-americano.
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Açúcar
No século 16, a produção de açúcar fez parte da história de Porto Rico - como das demais do Caribe (Curaçao, Aruba, República Dominicana, etc). Nesse período, uma legião de escravos negros procedentes da África e conduzidos em situação precária nos terríveis navios negreiros lá desembarcaram para batalhar, diuturnamente, nas lavouras de cana.
A escravidão foi proibida em 1873, mas vestígios do passado ainda não visíveis nas fazendas históricas, como ocorre aqui no Brasil ou em qualquer outro país onde viveram os africanos.
A maior parte da população, de aproximadamente 3,8 milhões de habitantes, por exemplo, é mestiça. Descendentes de espanhóis são 80% e de escravos africanos, 20%.