09 de julho de 2026
Geral

AHB luta para colocar a casa em ordem

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade que administra o Hospital de Base e a Maternidade Santa Isabel, ainda sofre para colocar a casa em ordem após afastamento, em outubro passado, de boa parte da diretoria acusada de irregularidades. Semana passada, o telefone do hospital foi cortado por falta de pagamento. Além disso, alguns equipamentos vivem quebrando e obrigando os pacientes a aguardar ainda mais para a realização de exames e procedimentos. De acordo com Fábio Tadeu Teixeira, interventor da AHB, nos últimos três meses, a entidade conseguiu colocar os pagamentos em dia e enviar projeto à Secretaria Estadual de Saúde para a modernização de equipamentos.

Teixeira revela que apesar do esforço, algumas contas continuam sendo pagas com atraso. A de telefone é uma delas. No último dia 20, a linha telefônica da entidade foi cortada por falta de pagamento. Porém, o interventor afirma que o departamento financeiro da associação não tinha sido alertado sobre a iminência da suspensão do serviço.

“Os telefones não funcionavam mais. Fomos ver o que tinha acontecido e fomos informados sobre o corte. Quando soubemos o valor, fomos lá e pagamos”, destaca. Porém, ele critica o modo como foi desligada as linhas da entidade. “Não fomos avisados”, destaca. “Os telefones estavam mudos e achamos muito estranho. O (departamento) financeiro entrou em contato com a empresa, que nos disse que não foram honrados compromissos passados e, por isso, houve o corte”, diz.

O interventor garante que nenhum procedimento foi cancelado por conta do problema. “Na verdade causou um grande transtorno. Tivemos que usar nossos telefones celulares particulares para resolver algumas coisas do hospital, como localizar médicos”, conta. Procurada pelo Jornal da Cidade, a Telefônica informou que a linha do Hospital de Base de Bauru está funcionando normalmente. A empresa esclarece ainda que as questões comerciais já foram tratadas e esclarecidas entre a operadora e o hospital.

Teixeira avalia que desde o início da intervenção - uma das medidas após a deflagração da Operação Odontoma, que apura irregularidades envolvendo antigos diretores da entidade - a AHB não vinha atrasando pagamentos. “O que nos dificulta é o passado de dívidas enormes”, destaca.

Porém, entre as medidas adotadas nos últimos meses, foi a readequação dos fornecedores da entidade. Uma dessas ações acabou causando um contratempo para a entidade. O Jornal da Cidade apurou, por exemplo, que o suprimento de tonner das impressoras no hospital acabou recentemente, impossibilitando pacientes de receberem resultados de exames. O interventor confirmou que o suprimento acabou, porém destacou que a reposição aconteceu rapidamente.

“Havia um litígio com o fornecedor antigo. Mas não deu problema algum. O que pode ter acontecido é que no momento que a pessoa deve ter ido retirar o exame, não havia toner. Mas se ela esperasse algum tempo, teria o resultado”, pondera o interventor.