09 de julho de 2026
Geral

Equipamentos são os maiores problemas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Equipamentos antigos, que vivem quebrando. Esse é o principal problema da administração da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - entidade que controla o Hospital de Base e a Maternidade Santa Isabel. De acordo com o interventor da entidade, Fábio Tadeu Teixeira, a instabilidade do parque tecnológico das unidades é o que impede a melhora do fluxo de atendimento. Projetos para modernização já estão em análise pela Secretaria Estadual de Saúde.

“O que de mais grave vejo no hospital hoje é inconstância na confiança dos equipamentos. Eles quebram e os exames agendados precisam ser remarcados. As pessoas vão até lá e não conseguem fazer o teste porque o equipamento está quebrado. Isso causa um transtorno muito grande para o paciente. E isso é o que mais nos incomoda no momento”, avalia.

Setores como a radiologia, hemodinâmica (pra diagnóstico e tratamento de cardiopatias) e litotripsia (para o tratamento de cálculos renais) são os que mais apresentam problemas. Teixeira afirma que o equipamento de radiologia foi reparado recentemente. “Mas não sabemos quando vai quebrar de novo, pois são muito antigos e as manutenções são mais difíceis. Logo quebra de novo”, diz.

Apesar de antigos, a Teixeira ressalta que os equipamentos não comprometem tratamentos ou diagnósticos. Porém, existe o problema de cumprimento de agenda. Para recuperar o parque tecnológico da entidade, o interventor afirma que procurou auxílio da Secretaria Estadual de Saúde.

“O equipamento de angiografia, já conseguimos. A radiologia, o planejamento já está na secretaria, que está terminando o projeto executivo para a reforma da sala. E para litotripsia, compramos o equipamento que faz a localização da pedra no rim, que precisava ser trocado”, diz. Ele avalia que são ações paliativas, mas que garantem o atendimento à população. “Na verdade, precisamos nos programar para começar a trocar os equipamentos de fato”, ressalta Teixeira.

____________________

Campainha

O aposentado Jorge Munhoz Morales, 53 anos, relatou ao Jornal da Cidade que permaneceu internado no Hospital de Base na segunda semana deste mês. Com fratura na costela, ele não podia se movimentar. O problema é que a campainha de seu quarto, utilizada para chamar a equipe do hospital em casos de emergência, não funcionava. “Uma noite meu soro acabou e esperei quatro horas até vir alguém para trocar. E se acontecesse alguma coisa?”, questiona.

Fábio Tadeu Teixeira afirmou que não foi comunicado sobre o problema e disse que poderia ser um fato isolado e que já deveria ter sido corrigido.