10 de julho de 2026
Bairros

Família tem que sair de casa rachada

Por Lígia Ligabue | Com Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Rachaduras que vão do teto ao chão. Assim está a casa do motorista Gilson de Campos, 43 anos. Por conta do problema, ele e sua família tiveram que deixar o imóvel, na quadra 10 da Bernardino de Campos, na Vila Souto, seguindo recomendação da Defesa Civil. O motorista acredita que as rachaduras foram provocadas pelo recorrente problema de retorno de esgoto que existe na via. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) informa que um laudo será elaborado por técnicos para avaliar a situação.

Campos relata que o problema de retorno de esgoto é recorrente e que já chamou o auxílio do departamento diversas vezes. “O esgoto começa a vir pelo ralo e suja tudo. Chamo o DAE, ele aparecem, desentopem a caixa da rua com um varão e vão embora. O problema é que a tubulação é muito velha e, assim que chove, o problema aparece novamente”, diz.

O motorista destaca que, durante a madrugada de ontem, a situação se agravou. “Entrou esgoto na casa toda”, conta. “O chão deve ter cedido e abriu as falhas pela casa. Tive que sair correndo e levar minha esposa e minhas duas filhas para a casa da minha irmã”, conta.

Durante a manhã, ele acionou o DAE novamente e, durante a tarde, chamou a Defesa Civil. “A casa está em perigo e recomendamos que a família saísse”, conta Álvaro de Brito, coordenador do órgão. “Mesmo sem chuva, o imóvel corre risco. Se chover mais, pode haver um agravamento da situação”, destaca.

Por meio da assessoria de imprensa, o DAE informou que a primeira medida tomada pela empresa foi aconselhar o proprietário do imóvel a chamar a Defesa Civil para vistoriar o local. Além disso, técnicos de segurança e uma equipe especializada foi enviada ao endereço para fazer o trabalho de desinfecção.

O departamento também aconselhou o dono da casa a entrar com uma solicitação administrativa junto à empresa, pedindo ressarcimento pelos estragos supostamente causados pelo problema de esgoto ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira. A partir desta solicitação, especialistas serão enviados à residência para elaborar um laudo técnico da situação.

Investigação

Com o estudo, será possível identificar se os danos no imóvel foram causados pelo vazamento de esgoto ou não. O resultado também poderá definir se a residência tem como ser recuperada ou se deve ser demolida. Além disso, apontará se o proprietário tem direito ao ressarcimento total, parcial ou não tem direito a nenhum pagamento.

Esta questão, informa a assessoria de imprensa, deve ser definida pelo departamento jurídico do DAE. Segundo o Departamento, a caixa de inspeção da rua Bernardino de Campos estava lacrada. Até o momento, não há conhecimento sobre as causas do incidente.