Brasiília - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, tentou ontem minimizar o veto à entrada da vice-cônsul do Brasil em Honduras, Francisca Francinete de Melo, ocorrido na tarde de anteontem, em Tegucigalpa.
Ele classificou o episódio como um “equívoco”. As informações são da Agência Brasil.
“Isso foi certamente um equívoco e um mal-entendido. Quando eu tomei conhecimento, o problema já estava até resolvido. Fui informado de que ela (a vice-cônsul) vai poder entrar. Inclusive tenho informação (baseado em jornais) de que até o diretor de imigração hondurenha havia sido demitido”, informou o chanceler.
Conforme o ministro Amorim, a restrição foi “um resquício de um regime que já terminou”.
Segundo o ministro de Interior e de Justiça, Áfrico Madrid, a diplomata brasileira chegou ao aeroporto Toncontín, da capital Tegucigalpa, em um voo comercial saído de Miami, nos Estados Unidos, mas teve a sua entrada negada - o motivo alegado não foi revelado. Ela acabou enviada de volta para os Estados Unidos.
“O chanceler (Mario Canahuati) já expressou nossas mais sinceras desculpas para o povo e o governo do Brasil, e para toda a comunidade internacional, pelo incidente”, afirmou o ministro hondurenho.
O hondurenho disse que a brasileira recebeu um “tratamento indigno” e que, por isso, o chefe da agência de imigração hondurenha, Nelson Willy Mejía, foi destituído.