Um menino de 4 anos morreu afogado ontem, em uma piscina, durante confraternização familiar, na rua Oscar Doca, no bairro Santa Angelina, em Agudos, a 13 quilômetros de Bauru. J.H.C.A. faria 5 anos hoje. A criança chegou a ser socorrida e levada ao pronto-socorro municipal, mas não resistiu e morreu no local. Os pais estão em estado de choque.
De acordo com a Polícia Militar (PM) de Agudos, o incidente ocorreu por volta das 16h deste sábado, na casa de familiares. Ninguém teria percebido quando a criança entrou na piscina. Não se sabe precisar ao certo quanto tempo o menino teria permanecido na água. Somente a perícia poderá fornecer a informação.
No entanto, quando perceberam a falta dele, o encontraram boiando na piscina, já desacordado. Imediatamente, a ambulância e a PM foram acionadas e deslocadas até a residência. Diante do fato, o que era para ser uma confraternização familiar tornou-se uma tragédia. A festa esvaziou-se e todos os convidados se dirigiram ao PS, na esperança de encontrar o menino com vida. Alguns parentes, inclusive a irmã do menino que está grávida, passaram mal quando receberam a notícia de seu falecimento.
Acidentes como este já marcaram outras famílias. Em entrevista ao JC em 2008, Paula Andrade relatou seu drama. Casada, mãe de um garoto de 10 anos, a bauruense perdeu seu outro filho, Yuri, em 2006, enquanto passava férias em Porto Seguro, na Bahia. O garoto se afogou na piscina do hotel e demorou mais de 40 minutos para ser levado ao hospital.
Segundo pesquisa realizada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, esse tipo de ocorrência é a principal causa externa de morte infantil. De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando as temperaturas sobem, os casos de vítimas de afogamentos invariavelmente também aumentam. Por isso, nessa época, a atenção dos pais deve ser redobrada. Crianças de até 5 anos são mais vulneráveis a afogamentos por não terem total discernimento do perigo que correm ao colocar a cabeça dentro da água.
Portanto, todo cuidado é pouco com crianças próximas a piscinas, baldes, bacias, tanques de lavar roupa, lagoas e praias. Arruda explica que cada situação requer um cuidado diferenciado, mas a regra geral é que os pais nunca deixem os filhos fora do seu campo de visão.