10 de julho de 2026
Geral

Por qualidade de vida, tem quem consiga tirar açúcar do cardápio

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Não são apenas as guloseimas doces que contêm açúcar. A fonte de energia para o funcionamento do organismo também é encontrada nas frutas e nos carboidratos (massas e cereais).

Porém, pessoas que sofrem com o diabetes (a grosso modo, caracterizado pela alta concentração de açúcar na corrente sanguínea), além de serem obrigadas a conviver com os transtornos da doença, também são obrigadas a driblar os insistentes apelos dos fabricantes de produtos industrializados, cada vez mais carregados de açúcar, tão nocivo para os portadores da doença.

Igual ao diretor da Associação dos Diabéticos de Bauru, José Roberto Eleutério de Oliveira, que riscou totalmente o açúcar industrializado de seu cardápio há 18 anos, muitos outros superam a vontade de comer doces para, consequentemente, conviver com a doença e ao mesmo tempo garantir qualidade de vida.

“Nesse aspecto, é fundamental que a família ajude. Quando a esposa ‘assume’ junto a doença do companheiro, fazendo comidas mais apropriadas, é mais fácil para o diabético aceitar uma mudança na alimentação”, exemplifica Oliveira, que hoje, aos 55 anos, faz ginástica e se cuida mais do que quando tinha 38 anos, época em que foi diagnosticado o diabetes.

Se mudança de hábito é a chave para uma vida saudável e sem os reflexos negativos da doença, ou até mesmo para o não surgimento dela, foi exatamente isso que a bióloga Noêmia Boaventura de Araújo e Silva, de 59 anos, fez.

Adepta dos doces, ela recebeu com preocupação, há três anos, um trio de exames que apontavam preocupantes alterações na taxa de glicemia. “Não chegou a apresentar diabetes, mas me preocupei e mudei radicalmente a alimentação. Assumi isso em minha vida e me acostumei sem o açúcar”, orgulha-se. Apesar de abolir o consumo, ela não consegue deixar de lado outra mania ligada às delícias: o prazer de cozinhar. “Gosto muito e faço de tudo”, garante. “Prefiro fazer e que os outros apreciem”, contenta-se.