10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Descomplicando a economia


| Tempo de leitura: 4 min

• Saída de dólares 1

O investidor estrangeiro recua e começa a fazer o caminho de volta com seus recursos aportados no Brasil e com isso pressiona a cotação do dólar. Bilhões de dólares saíram do Brasil. Boa parte destes recursos está aplicada na Bolsa de Valores. Os investidores vendem suas ações, recebendo reais. Para levar os recursos para fora do Brasil compram dólares. Como resultado, aumenta a demanda por dólar e com isso eleva-se a cotação da moeda norte-americana.

• Saída de dólares 2

Há vários motivos para esse movimento. No ambiente externo tem-se a restrição de crédito na China, a revisão da avaliação de risco tanto na Europa quanto no Japão e, principalmente, a decisão americana de apertar o crédito no mercado de capitais. Em relação ao mercado, projeta-se queda no preço das commodities (menor demanda mundial), pairando dúvidas sobre a efetiva recuperação da economia global com a retirada dos estímulos do setor público. No ambiente doméstico, os investidores receiam maior deterioração das contas externas brasileiras e um ambiente nervoso em função do processo sucessório. Resumo: dólar em alta. Mesmo com todo esse movimento, muitos bancos continuam a apostar em um dólar de virada de ano na casa de R$ 1,75. O tempo dirá.

• Taxa básica de juros

Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira. Apesar de não mexer nos juros, o comunicado da autoridade monetária sinaliza com possível elevação na taxa básica. A nota dizia o seguinte: “O Copom irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”. Lembrando que os comunicados anteriores falavam de cenário inflacionário benigno e que havia margem de ociosidade. Estas expressões não foram reproduzidas agora. O mercado projeta uma taxa básica de 11,25% na virada do ano.

• Maior taxa de juros real do mundo

Com a manutenção da taxa básica em 8,75%, o Brasil volta a praticar a maior taxa de juros real do mundo. Juros reais são aqueles que tomam a taxa de 8,75% (nominal) e descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses. Fazendo as contas, a nossa taxa é de 4% ao ano, deixando a Indonésia em segundo lugar, com 3,6%. Título nada honroso para o País, à medida que privilegia o lado monetário da economia em detrimento ao lado real, este que gera produtos, serviços e muito emprego e renda.

• FMI aposta em crescimento

Apesar de toda a amarra de nossa economia, notadamente a prática de juros estratosféricos, o Brasil deve ser o terceiro país em termos de crescimento econômico em 2010, segundo estudos do Fundo Monetário Internacional (FMI). As projeções apontam para crescimento de 4,7% para o Brasil enquanto a China crescerá 10,0% e a Índia 7,7%. Em média, os países desenvolvidos crescerão 2,1%, os países em desenvolvimento 6%, resultando em uma média mundial de 3,9%. Observem as projeções: dólar na casa dos R$ 1,75 na virada do ano. Também na virada do ano, taxa básica de juros em 11,25% e um crescimento na ordem de 4,7%. Importantes informações para o planejamento das atividades empresariais com impacto no emprego de todos nós.

• Direito do consumidor

As promoções para alavancar as vendas estão em toda parte. As empresas descobriram a Internet como meio de ampliar seu mercado. Uma vez veiculando publicidade e dando as condições de vendas, o vendedor tem que honrar a oferta. Um erro, por exemplo, nas polegadas de um televisor deve favorecer o consumidor. Se anunciar o preço de um televisor de 42 polegadas com o preço errado de uma TV de 32 polegadas, a empresa tem de entregar o produto pelo valor ofertado. É isso que aponta o Código de Defesa do Consumidor quando indica que toda venda deve ser efetuada como descrita. Somente casos em que haja erros grosseiros que são facilmente percebidos pelos consumidores é que a empresa pode se recusar a vender. Consumidor, exerça seu direito.

• Mude para melhor!

Relacionamentos são construídos ao longo do tempo. Geram sinergia, fidelidade e, acima de tudo, cumplicidade. No ambiente pessoal há pessoas que convivem tão intensamente umas com as outras que, mesmo sendo recentes, passam a impressão de anos de relacionamento. É como se fossem antigos conhecidos. É a beleza da vida, indicando que o tempo cronológico não existe e o que existe mesmo é o tempo de cada um. Respeitar isso é respeitar a individualidade e a liberdade de escolha. Mude já, mude para melhor! Boa semana.

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