10 de julho de 2026
Bairros

Voluntários se unem por bairros melhores

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Rua sem asfalto, repletas de buracos, terra e lixo por toda parte. Falta de espaços destinados ao lazer, iluminação precária e carência de postos de saúde. Estes e outros problemas funcionam como estopim para que os moradores dos bairros de Bauru se mobilizem em torno da criação de uma associação que represente a comunidade e busque melhorias para o local onde eles vivem.

Ao todo são 90 associações em atuação no município e com problemas bastante parecidos. Elas são lideradas por um grupo de moradores, que também apresentam justificativas similares para se encarregarem da incumbência.

“Todo bairro precisa de melhorias. Penso que atuando como líder de uma comunidade, além de colocar à disposição das pessoas um dom que tenho, consigo muitas melhorias para o local onde moro”, justifica Gerson Alexandre da Silva, 41 anos, presidente da Associação de Moradores do Parque City.

Assim como ele, as amigas Mormozila Schucheman, 62 anos, e Sônia Maria Grossi Capel, 62 anos, também querem dar sua contribuição para o Jardim Araruna. Moradoras do bairro há 25 anos, elas têm a intenção de reativar a associação de moradores que antes existia no local, onde a principal carência é lazer.

“Antes tínhamos médico, esporte e cultura de sobra aqui na vila por conta de uma associação de moradores forte e presente. Mas o problema é que isto foi acabando por falta de interesse das pessoas em assumir a liderança, que se tornou centralizada e passou a não atender aos reais anseios dos moradores”, reclama Schucheman.

Schucheman e Capel pretendem seguir o exemplo de trabalho realizado pela Associação de Moradores do Núcleo Presidente Geisel, que tem Olívia Arantes de Souza, 59 anos, como presidente e Lúcia de Fátima dos Santos Barbosa como vice.

“Por meio da associação já conseguimos muitas coisas. Atualmente o Geisel conta com uma ótima iluminação e está em andamento a restauração da sambódromo e a revitalização do bosque”, enumera Barbosa. “Unidos temos maior poder de voz. O trabalho é totalmente voluntário. Participo da diretoria por amor ao local onde moro”, completa Souza.

O trabalho também é levado à sério por Marilene Rodrigues, 54 anos, presidente da Associação de Moradores do Núcleo Otávio Rasi. De acordo com ela, manter a independência é fundamental para que os trabalhos surtam o resultado esperado.

“Nossa associação está completamente dentro da lei, até a planta da sede temos. Penso que não dá para ficar esperando a boa vontade da prefeitura para fazer as coisas, temos que agir por conta própria, ainda mais no caso do Rasi, que fica praticamente isolado da cidade”, argumenta Rodrigues.

Segundo ela, os resultados da dedicação da comunidade já podem ser notados. “Com verbas próprias já conseguimos restaurar 80% do centro comunitário e estamos brigando por uma melhoria de condições na quadra poliesportiva do local”, conta.