São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem duas mulheres e um homem suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em aplicar o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela” na Capital.
Segundo a polícia, a maioria do grupo é de Presidente Dutra, Interior do Maranhão, e, havia cerca de seis meses, teria feito pelo menos 24 vítimas em bares de bairros como Pinheiros, Vila Madalena, zona oeste, e Limão e Casa Verde, na zona norte.
Segundo a polícia, duas das vítimas morreram, em setembro do ano passado, de overdose do remédio Rivotril. Ainda de acordo com a polícia, o líder da quadrilha era o operador de telemarketing Werechysson Correa de Souza, 25 anos. “Ele chegou a São Paulo com várias receitas de Rivotril, prescritas por um médico, que é major do Exército no Maranhão, e seria amigo dele”, diz o delegado Vlademir Constantino Oliveira. “Ele entregava os remédios para as moças, que dopavam as vítimas e faziam com que sacassem dinheiro. Os documentos e cartões também eram roubados.”
A polícia diz que há mandados de prisão contra outras quatro mulheres, suspeitas de integrar a quadrilha. Há suspeita de que elas fugiram para o Maranhão.
A polícia afirma ter chegado à quadrilha após uma pessoa denunciar, há quatro meses, que havia sido vítima do golpe “Boa noite, Cinderela”.
Essa pessoa havia saído com uma mulher que conheceu num bar do centro. Disse que sua conta bancária estaria sendo movimentada pela internet desde então.
Ao rastrearem a movimentação, investigadores chegaram a Werechysson, preso às 6h de ontem num apartamento em Campos Elíseos, no centro, com uma cabeleireira de 38 anos. Uma técnica de enfermagem de 34 anos foi detida numa casa do Jardim da Saúde, zona sul.