• Projeto inócuo
Embora tenham minimizado, indicando compreensão ao conteúdo do projeto de Carlão do Gás, vereadores como Roque Ferreira e José Roberto Segalla não deixaram de pontuar, ontem, que a lei apresentada pelo colega (que “assegura” o direito dos pacientes internados em hospitais e clínicas sediados no município de receberem assistência religiosa dos sacerdotes e representantes de qualquer credo religioso) é, na prática, inócua.
• Com adendo...
E no tom do direito à manifestação religiosa (que nada tem a ver com a essência do acesso a pacientes em hospitais para algum tipo de orientação espiritual), a sessão se prolongou com a lembrança de que a Constituição assegura a liberdade de culto. Depois ainda veio a sugestão inoportuna de Fabiano Mariano de uma eventual emenda para punir quem não garanta o acesso aos hospitais... A lei, enfim, foi aprovada.
• Tom eleitoral
A primeira sessão da Câmara Municipal de Bauru mostrou que o PPS vem com tudo para as eleições de 2010. Ora Amarildo de Oliveira ora Moisés Rossi, o discurso sempre terminava no recado: Bauru precisa focar no relacionamento político e ter mais representantes. Rossi chegou a dizer até que o deputado federal Arnaldo Jardim, pré-candidato à re-eleição, é muito ligado a Bauru.
• Paternidade
Rossi também utilizou a tribuna para discordar da notícia de que a verba de R$ 3 milhões repassada pela Caixa Econômica Federal (CEF) para o viaduto inacabado foi obtida através do deputado federal Milton Monti (PR). Na verdade, foi a deixa que Rossi usou para situar a conquista pela bancada paulista na Câmara Federal, tudo para lembrar que Jardim participa do grupo.
• Maluf também
E já que a motivação era distribuir os louros da obtenção da verba federal, trabalho sobre o qual não há quem não reconheça, o republicano Francisco Carlos de Góes, o Carlão do Gás, pediu aparte e lembrou que faz parte da mesma bancada, e também assinou a emenda o deputado Paulo Maluf (PP).
• Puxão de orelha
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) foi advertido durante a sessão inaugural do Legislativo em 2010. É que recentemente foi aprovada uma lei que disciplina o passeio público e proíbe a fixação de faixas e cartazes nestes locais. Não foi o que se viu durante a visita do governador José Serra. O chefe do Executivo deixou de dar o exemplo.
• ‘Pito’ do chefe
O vereador Amarildo de Oliveira recebeu um “pito” ontem do colega Paulo Eduardo de Souza (PSB), quando provisoriamente presidia a sessão. É que, pelo Regimento Interno, o parlamentar deveria manifestar sua opinião no microfone, e não fora dele. O disciplinado presidente, como foi chamado por Fernando Mantovani (PSDB), tratou de re-lembrar Oliveira sobre as regras.
• Na formatura
Sobre nota na coluna de ontem, o secretário de Cultura, Pedro Romualdo, informa que esteve presente o dia inteiro coordenando e garantindo a realização do Concurso de Rei e Rainha do Carnaval. “Saí porque tinha compromisso extremamente inadiável: o baile de formatura de minha filha, que começou às 23h. Representando-me, ficou o diretor do Departamento de Ação Cultural, Valmir Marques”, finalizou, justificando a ausência.
• O comandante
Mantovani era o próprio comandante da Gol Empresas Aéreas, que fez ontem seu voo inaugural do Aeroporto Moussa Tobias. Disse até que sua gravata, laranja fluorescente, era para lembrar o uniforme da Gol. Em seu discurso, falou sobre a inauguração do empreendimento na cidade e disse que quer ver Bauru como a capital do conhecimento.