08 de julho de 2026
Polícia

Escolha teria sido aleatória

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Para a polícia, o assassinato da representante comercial Adriana Melanda, 33 anos, ocorreu de maneira aleatória. “Não acreditamos em crime passional ou por encomenda. As provas dos autos não sustentam essa hipótese”, afirma o delegado Silberto Sevilha Martins, que preside o inquérito.

A polícia também acredita que o crime não tenha ocorrido em Quirilândia. “Aquela área provavelmente foi escolhida para ponto de desova. Quem foi ao local percebe que se trata de uma área de mata fechada e difícil de ser acessada. Com certeza, quem a levou até lá, conhecia muito bem o lugar”, avalia o delegado. Segundo ele, a polícia procurou testar todas as hipóteses surgidas no decorrer das investigações, mesmo as mais fantasiosas.

Pela versão aceita pela polícia, Adriana teria sido abordada por seu algoz - por enquanto, as suspeitas pesam sobre o técnico de elevadores Vander Pedroso Cuba, 28 anos -, no dia de seu desaparecimento, enquanto se dirigia à casa de sua costureira, no Núcleo Gasparini (zona norte de Bauru).

A intenção do criminoso (ou criminosos) seria roubar o Fiesta Sedan de Adriana. Como a placa do carro é de Camaçari, na Bahia, o bandido pode ter sido levado a crer que a representante comercial não morava em Bauru. Dessa forma, parentes e amigos demorariam notar o sumiço da mulher.

Os exames indicam que Adriana alimentou-se quatro horas antes de ser morta. A polícia apurou que a última refeição realizada por ela ocorreu por volta das 16h. Diante disso, seria possível dizer que o assassinato aconteceu às 20h. Por volta desse horário, Vander afirma ter comprado o Fiesta Sedan.