09 de julho de 2026
Polícia

Para advogado, indícios não incriminam Vander

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

O advogado Sérgio Mangialardo, que defende Vander Pedroso Cuba, 28 anos, alega que, até o presente momento, não existem indícios que liguem seu cliente ao assassinato de Adriana Melanda, 33 anos. Por essa razão, ele pretende entrar com pedido de habeas corpus em favor do técnico de elevadores.

“Não há, por exemplo, o menor indício de que ela tenha estado no Gasparini (lugar em que Vander reside e onde Adriana teria sido abordada por seu assassino), naquele dia. O único elo entre ela e o bairro é o fato de ela ser cliente de uma costureira que mora lá”, afirma Mangialardo.

Na opinião dele, as hipóteses apresentadas até agora pela polícia não passam de suposições. “Podemos fazer uma série de alegações em torno do caso, mas isso não prova nada”, acredita. Segundo o advogado, seu cliente não se esquiva da acusação de receptação de veículo roubado. “O carro estava com ele, não temos como negar”, afirma.

Mangialardo diz que só teve acesso ao inquérito na última sexta-feira. “Dei uma olhada nos autos, no balcão do cartório do Fórum. Pelo que li, porém, não há elementos que vinculem meu cliente ao latrocínio”, diz. Ele espera estar com o inquérito em mãos até o final desta semana.

Vander estava preso temporariamente na Cadeia Pública de Duartina. Na última sexta-feira, o juiz da 4ª Vara Criminal, Ubirajara Maintinger, acatou pedido do Ministério Público e decretou prisão preventiva do técnico de elevadores. Ontem, ele seria transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

Agressões

Ontem, o delegado Silberto Sevilha Martins, que preside o inquérito da morte de Adriana, negou que Vander tenha sido espancado na cela da Cadeia de Duartina. Ele deu a entender que a denúncia seria parte de uma estratégia da defesa para embaralhar o trabalho de investigação, que, no momento, aponta para o técnico de elevadores como principal suspeito.

“Não vamos nos intimidar”, disse. A família de Vander mantém as acusações. As denúncias estão sendo apuradas pela Corregedoria da Polícia Civil. “Existem provas de que ele sofreu as lesões naquele dia. Na ocasião, ele estava sob posse das autoridades”, afirma Mangialardo.