O grupo de 62 turistas brasileiros que estava havia quase uma semana isolado no povoado de Águas Calientes, caminho para o sítio arqueológico de Machu Picchu, no Peru, por conta das fortes chuvas que caíram naquele país, chegou ontem ao Brasil. Entre eles estão as jornalistas Verônica Lima e Alessandra Possebon, que fazem pós-graduação na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.
Verônica deve chegar a Bauru hoje. Ontem à tarde, por telefone, ela informou que estava em São Paulo na casa de parentes descansando da viagem de Lima ao Rio de Janeiro e do Rio para São Paulo. À Agência Estado, no aeroporto do Rio, ela disse que o maior problema para os turistas foi a falta de informações.
“A pressão psicológica nos primeiros dias foi enorme. Não sabíamos o que acontecia em Cusco, que era a cidade mais próxima. Chovia muito durante a noite e sabíamos que se tratava de uma enxurrada porque o rio Urubamba estava com o volume de água muito acima do normal”, disse.
De acordo com os brasileiros, logo após as chuvas, os preços dos produtos e do câmbio dispararam. Eles denunciaram que turistas europeus, japoneses e americanos pagaram cerca de US$ 500 para autoridades locais para embarcar em helicópteros para Cusco. O governo peruano informou que as enchentes destruíram estradas, ruas e a única linha ferroviária que liga Machu Picchu a Cusco.
Quase 4 mil turistas e moradores locais ficaram ilhados. As ruínas incas atraem mais de 400 mil visitantes por ano. A previsão é de que a ferrovia seja reconstruída em dois meses. Mais de 80 mil pessoas foram afetadas pela chuva no Estado de Cusco e 14 mil hectares de terra cultivável foram inundado. Cerca de 5 mil casas ficaram totalmente inabitáveis.