08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

FEDERER

Um ano após perder a final do Aberto da Austrália em cinco sets para o espanhol Rafael Nadal e chorar na entrega de premiação, o suíço Roger Federer substituiu as lágrimas pelo sorriso durante a cerimônia realizada, na manhã do último domingo, em Melbourne. Na partida final, Federer deu uma verdadeira aula de tênis na Rod Laver Arena, em Melbourne, ao superar o britânico Andy Murray por 3 sets a 0 e conquistar o tetracampeonato do Aberto da Austrália, o seu 16º título de Grand Slam, parciais de 6-3, 6-4 e 7-6 (13-11). “Joguei o melhor tênis da minha vida. Essas duas semanas foram perfeitas”, disse Federer. E completou. “Murray ainda vai ganhar um título de Slam”, na tentativa de consolar o rival. Já Murray, chamado pelos organizadores como “o homem do futuro”, não escondeu a frustração e pediu desculpas ao povo britânico por não conseguir encerrar um jejum de quase 74 anos sem títulos de Grand Slam. “Posso chorar como Federer, mas não posso jogar como ele”, referindo-se à cena de 2009. Depois, agradeceu a sua equipe e encerrou o discurso. “Desculpem, estou acabado”, encerrou Murray.

FEZ HISTÓRIA

Pela primeira vez, o Brasil tem um campeão de simples em um torneio juvenil do Grand Slam. O alagoano Tiago Fernandes, no último sábado, conquistou o título do Austalian Open na categoria até 18 anos. Nem mesmo Gustavo Kuerten (Guga), tri-campeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo, alcançou tal feito em sua época de juvenil. O máximo que conseguiu foi o título de duplas em Roland Garros. Com os pontos conquistados, Tiago, que completou 17 anos na última sexta-feira, agora é um dos três primeiros do ranking mundial. Stefan Edberg (SUE), Andy Roddick (EUA), Marco Baghdatis (CYP) e Gael Monfils (FRA) são alguns dos que também já venceram no juvenil do Australian Open. Tomara que Tiago não receba uma exagerada pressão por parte dos brasileiros, especialmente da imprensa, numa expectativa para que seja o novo Guga o mais breve possível. Felizmente, ele está sendo treinado e orientado por Larry Passos (ex-técnico de Guga), que também sofreu muita pressão, principalmente depois de seu primeiro título em Roland Garros. Larry certamente saberá proteger seu pupilo de problemas desse tipo, afinal, conhece muito bem o caminho das pedras e ninguém melhor que o próprio Guga para confirmar isso.

BELLUCCI

O paulista Thomaz Bellucci segue como melhor brasileiro no ranking ATP. Após atingir a segunda rodada do Aberto da Austrália, ele sustentou a 35ª posição na tabela e precisa defender muitos pontos em fevereiro para evitar uma queda na classificação. Bellucci possui 1121 pontos, mas defende 215 pontos nos torneios que acontecem na América do Sul no mês de fevereiro. Essa semana em Santiago (Chile) ele só defende 20 pontos das oitavas do ano passado, mas na próxima semana precisar repetir a final no Brasil Open para não perder os 150 pontos conquistados em 2009 e depois segue para Buenos Aires.

DANIEL

O bauruense Daniel Bustamante vem obtendo bons resultados no circuito brasileiro de tênis denominado “2ª Rota do Triângulo Mineiro”. O circuito conta com cinco etapas e, depois de perder nas oitavas-de-final na primeira etapa disputada em Uberlândia, Daniel foi vice-campeão da segunda, que foi jogada na cidade de Araguari. Os resultados fizeram com que Daniel assumisse a terceira posição da classificação geral do circuito que ainda terá as etapas de: Itumbiara (GO), Uberaba (MG) e novamente Uberlândia (MG). Daniel disputa na categoria até 17/18 anos.

MATEUS

Mateus Ciola deu uma breve parada no tênis competitivo. O motivo é sua ida á Alemanha (Dötlingen) para onde viajou em agosto passado em intercâmbio com duração de um ano. Recentemente, o bauruense foi matéria do jornal de sua cidade na Alemanha, onde falou dos costumes do Brasil. Uma das curiosidades contadas por Mateus na reportagem refere-se ao motivo de optar pela a Alemanha como destino do intercâmbio. O fato é que ele também é alemão, pelo menos de nascimento, e que queria conhecer o país onde nasceu e também aprimorar o idioma (seus pais: Roberto e Carla faziam cursos naquele país na época de seu nascimento e retornaram ao Brasil quando ele ainda era bebê). Mateus também já foi notícia nessa coluna, inclusive com foto, por sua incrível semelhança com o número 1 do mundo, Roger Federer.

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DICA

Qual jogador que não tem dificuldade para executar um ou mais golpes no tênis? Pelo menos entre os amadores esse jogador não existe. Mesmo assim, a grande maioria quando vai pra quadra erroneamente gosta de treinar ou executar mais os golpes que dominam, quando deveriam procurar desenvolver os golpes mais fracos ou vulneráveis. Procure jogar de uma maneira correta e não fique apenas buscando resultados imediatos, fugindo de uma deficiência, pois logo ela ficará ainda mais evidente e poderá ser tarde para mudanças.

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CURIOSIDADE

A proeza conseguida por Tiago Fernandes, no último sábado, quando venceu o Grand Slam (juvenil) Australian Open, o levou para a história do tênis do Brasil por ser o único brasileiro a conseguir vencer um torneio desse porte em simples. Tiago também é o único latino a vencer o torneio juvenil da Austrália desde 1980, quando foi jogado pela primeira vez. Outros brasileiros até que chegaram perto de também vencer um Grand Slam (juvenil) em simples, mas acabaram perdendo na final. São eles: Edison Mandarino (1959), Thomaz Koch (62 e 63) e Luis Felipe Tavares (67), todos em Roland Garros; Ivo Ribeiro (1957) e Ronald Barnes (59), em Wimbledon.