08 de julho de 2026
Nacional

Dilma empata tecnicamente com Serra

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Brasília - Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) empata tecnicamente com o tucano José Serra na disputa pela Presidência, quando o nome de Ciro Gomes (PSB) aparece como opção.

Neste cenário, Serra recebeu 33,2% das intenções de voto, seguido por Dilma, com 27,8%, e por Ciro, com 11,9%. Marina Silva (PV) aparece em quarto lugar, com 6,8% das intenções de votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%. A margem de erro da pesquisa é de 3%.

Apesar do governador de São Paulo, José Serra, ainda aparecer em primeiro lugar em todos os cenários da pesquisa estimulada (com a lista de candidatos apresentada aos eleitores), a CNT/Sensus mostra também uma queda do tucano em relação à pré-candidata do PT. Dilma subiu seis pontos percentuais em relação à edição anterior da pesquisa, divulgada em novembro de 2009.

Em novembro, última edição da pesquisa CNT/Sensus, Serra recebeu 31,8% de votos, enquanto Dilma tinha 21,7%. Ciro recebeu em novembro 17,5% dos votos e Marina, 5,9%

O presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse acreditar que os votos de Ciro, que caiu na pesquisa, tenham sido transferidos em sua maioria para a Dilma. “A queda do Ciro vai para a Dilma, mas o restante também vai para o Serra. Os votos do Ciro vão um pouco mais para a Dilma que para o Serra”, afirmou.

Sem a presença de Ciro na disputa, a CNT/Sensus mostra que Serra abre vantagem sobre Dilma. O tucano recebeu 40,7% das intenções de voto, enquanto a petista, 28,5%. Marina aparece em terceiro, com 9,5%. Os votos indecisos, brancos e nulos somam 21,4%.

Em novembro, sem Ciro na disputa, Serra tinha 40,5% dos votos, enquanto Dilma ficou com 23,5% -o que mostra o crescimento da ministra

A pesquisa CNT/Sensus mostra que na disputa direta entre Dilma e Serra em segundo turno, o tucano recebeu 44% das intenções de voto, enquanto a petista ficou com 37,1% dos votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 29%.

Em novembro, a vantagem de Serra era maior, uma vez que tucano recebeu 46,8% dos votos, enquanto Dilma ficou com 28,2%. No final do ano passado, os votos nulos, brancos e indecisos eram 25,1%.

Sem Dilma na disputa em segundo turno, Serra venceria com 47,6% dos votos. O candidato do PSB recebeu 26,7%. Os indecisos, brancos e nulos somam 25,8%.

Já na disputa entre Ciro e Dilma em segundo turno, sem a presença de Serra, a pesquisa mostra que Dilma venceria com 43,3% dos votos, seguida por Ciro com 31%. Já os brancos, nulos e indecisos somam 25,8%.

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Dilma usa canhão, Serra estilingue

Brasília - A oposição minimizou ontem o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na corrida à Presidência da República frente ao pré-candidato do PSDB, governador José Serra (SP), de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. DEM e PSDB argumentam que, enquanto a pré-candidata do PT faz “campanha eleitoral antecipada” ao lado do presidente Lula, o pré-candidato oposicionista manteve uma postura discreta no Estado, sem eventos públicos para alavancar sua pré-candidatura.

“Enquanto o Serra está mergulhado nas enchentes de São Paulo, a Dilma está nos palanques do Brasil colada no Lula. A candidata do governo está em campanha, cavalgando na popularidade do presidente. E o candidato da oposição encontra dificuldades e não vai para o seu Estado”, afirmou o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

Para Dias, Serra não tem necessidade de acelerar sua campanha ao Palácio do Planalto porque continua líder nas pesquisas de intenção de voto, apesar da recuperação de Dilma. “A candidata chapa-branca está usando um canhão, enquanto o adversário, um estilingue”, afirmou.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que a campanha é positiva para Serra porque mostra que o governador ficou estável, mesmo diante da “campanha antecipada” feita pela ministra.

Apesar da aparente tranquilidade, nos bastidores o crescimento de Dilma acendeu o sinal de alerta entre tucanos e democratas. Interlocutores do partido reconhecem que Serra precisa anunciar sua pré-candidatura para ganhar força na disputa, uma vez que Dilma já é considerada a candidata do presidente Lula perante a população.

O PSDB aposta, porém, que Dilma terá queda frente ao pré-candidato tucano depois que deixar o governo federal, em abril. Pela legislação eleitoral, Dilma e Serra terão que se desincompatibilizar dos cargos se quiserem disputar o Palácio do Planalto até o início de abril.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), saiu em defesa da reação de Dilma ao afirmar que a população começa a perceber a importância da sua pré-candidatura no cenário nacional.