08 de julho de 2026
Internacional

EUA minimizam ameaça de retaliação chinesa


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Pequim - O governo americano defendeu ontem a venda de armas para Taiwan, que enfurece a China. Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca, avaliou como “desnecessária” a ameaça chinesa de retaliar empresas dos EUA envolvidas na venda a Taipé.

Antes, o secretário-assistente da Defesa para a Ásia-Pacífico, Wallace Gregson, dissera que Washington quer manter boa relação com Pequim, mas que não pode “abandonar Taiwan”.

A China anunciou sanções comerciais às empresas americanas que forneçam armas do pacote de US$ 6,4 bilhões a Taiwan, que inclui helicópteros, baterias antimísseis e navios. Boeing e Lockheed estão entre elas.

O jornal oficial do Partido Comunista chinês, o “Diário do Povo”, acusa os EUA de “pensamento grosso e irracional digno da Guerra Fria”.

Após estabelecer reações diplomáticas com a China comunista, uma lei de 1979 obriga os EUA a zelar pela segurança de Taiwan, que a China considera “Província rebelde”, mas que tem governo autônomo há 60 anos.

Há 1.500 mísseis no litoral chinês apontados para Taiwan. Desde maio de 2008, porém, a relação dos dois lados do estreito de Formosa melhorou após a posse do presidente taiwanês Ma Ying-jeou, que defende melhores relações comerciais com a China continental.

No final de 2008, o governo Bush anunciou a venda de armas para Taiwan no mesmo valor, mas a reação chinesa foi mais discreta.

Para analistas, o novo status da China após a crise financeira global lhe permite ser mais agressiva na defesa de seus interesses.