10 de julho de 2026
Internacional

Com Barack Obama, defesa terá gasto recorde e novo foco no país


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Washington - Em um relatório vital sobre defesa, os EUA indicaram ontem que pretendem alterar formalmente a prioridade de preparação de suas Forças Armadas da aptidão de lutar duas grandes guerras convencionais ao mesmo tempo para a capacidade de lidar com uma série de conflitos localizados simultâneos. A mudança chega enquanto o Pentágono solicita um recorde de US$ 708 bilhões para o ano fiscal de 2011.

No relatório da Revisão Quadrienal de Defesa que o Pentágono entregou ontem ao Congresso, o novo “mantra’’ dos responsáveis pelo planejamento será substituir a preparação para os combates tradicionais - estratégia defendida há ao menos 25 anos - pela proteção de interesses americanos ao redor do mundo contra novas ameaças, que vão de insurgência a ataques cibernéticos.

O texto é substancialmente diferente da revisão anterior, de 2006, que ainda era focada em guerras convencionais de grandes proporções contra países como a China e a Coreia do Norte. Mas os ventos de mudança não são inéditos: meses após a posse do presidente Barack Obama em 2009, o secretário da Defesa, Robert Gates, anunciara uma ampla reformulação no orçamento do Pentágono, com cortes em muitos sistemas de armas tradicionais e bilhões de dólares adicionais em verbas para novas tecnologias de combate a insurgências no Iraque e no Afeganistão.

“Esse é realmente um relatório de um tempo de guerra”, afirmou Gates. “Pela primeira vez, colocamos no topo das prioridades de orçamento os conflitos atuais.”

A suposta ameaça da China, porém, não sumiu: o texto cita seus programas de modernização militar, dos quais pouco se sabe. Mas o relatório é mais duro contra Irã e Coreia do Norte -vê com “preocupação” a “ambição nuclear e a atitude confrontacional” de ambos.

O Brasil ganhou menção. O relatório diz que os EUA “continuam comprometidos com a criação de uma parceria forte com o Brasil - segunda economia do hemisfério - para todos os assuntos regionais e de segurança global”.

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EUA terão novo déficit fiscal recorde

Washington - O presidente norte-americano, Barack Obama, apresentou ontem projeção de que o déficit orçamentário do país deve atingir novo recorde em 2010, enquanto busca o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e a batalha contra o desemprego de dois dígitos.

Criticado pela oposição republicana pelo modelo de taxar e gastar, Obama está sendo pressionado a convencer investidores e grandes credores como a China de que tem um plano confiável para controlar o déficit e a dívida pública.

Seu projeto, sujeito a mudanças pelo Congresso, prevê déficit de 1,56 trilhão de dólares em 2010, ou 10,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

O aumento se deve, em parte, a gastos vinculados ao pacote de estímulo de 787 bilhões de dólares aprovado pelo Congresso no início do ano passado para combater a recessão. Obama atribuiu a bagunça financeira ao antecessor George W. Bush.