10 de julho de 2026
Regional

Polícia de Jaú esclarece execução de homem por dívida de droga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Após quase quatro meses de investigações, a Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) conseguiu esclarecer o assassinato com requintes de crueldade ocorrido em 5 de outubro. A vítima teve o corpo carbonizado em um canavial na zona rural do distrito de Potunduva. Quatro envolvidos no crime estão presos temporariamente. Eles foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. O assassinato teria sido motivado por causa de uma dívida de R$ 8 mil de drogas.

O delegado Richard Alberto Serrano, titular do 4º Distrito Policial (DP) de Jaú, afirma que em princípio não foi possível identificar a vítima do homicídio porque o corpo foi completamente carbonizado, mas a perícia retirou um dente do cadáver para fazer os exames de DNA que, posteriormente, ajudou a identificar a vítima. O corpo foi sepultado como indigente.

O que ajudou a esclarecer o crime foi o registro do desaparecimento de Sandro Rogério Rodrigues Bueno, o “Bodão” por sua mãe no dia 12 de outubro residente em Barra Bonita. As características físicas e roupas que o jovem vestia, antes de desaparecer, coincidiam com a do corpo localizado em Jaú.

A polícia, então, teve a informação que no dia 4 “Bodão” saiu de casa por volta das 21h em companhia de um indivíduo de apelido “Tinha”, identificado posteriormente por Wellington Silvester. Ele teria ficado sumido por cinco dias depois do crime. A polícia descobriu, então, que Joel Alisson de Oliveira, o “Sujo”, também estava junto no crime. Os dois tiveram a prisão temporária decretada.

O delegado explica que solicitou a coleta de sangue da mãe de Sandro para fazer exame de DNA, que comprovou com mais de 99% de certeza que a vítima tratava-se do filho dela. Em seguida, a polícia descobriu que, no dia 4, “Tinha” e “Sujo” foram vistos por testemunhas em um Corsa quatro portas de cor verde. O acusado teria buscado o veículo por volta das 18h e devolvido à 1h do dia seguinte, repleto de poeira.

As investigações apontaram para outros dois envolvidos: Diogo Rodrigues da Silva, o “Neguinho”, e Carlos Roberto Machado, “Mu” ou “Branco”, que também foram presos. O motivo da execução da vítima foi por causa de dívida de entorpecente.

Segundo o delegado, eles confessaram que foram a Potunduva, quando amordaçaram e amarram a vítima. “Sujo” teria desferido o golpe com caibro na cabeça da vítima que teria desmaiado. Quem ateou fogo foi Diogo.

Segundo Serrano, todos os acusados do homicídio são usuários de drogas. Com exceção do “Neguinho”, todos também já têm passagens pela polícia.