08 de julho de 2026
Nacional

Comando do PT pede humildade para eleger Dilma Rousseff em 2010

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em meio ao clima de comemoração provocado pela subida da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto, dirigentes do partido pediram ontem “humildade” à bancada petista na Câmara para conter a euforia dentro da legenda.

Na reunião que elegeu o novo líder do PT na Casa, deputado Fernando Ferro (PT-PE), a cúpula partidária fez a avaliação de que as pesquisas refletem apenas o resultado de um momento, e não o resultado das eleições. “Temos que vestir as alpargatas da humildade. Como a bancada do PT é o principal eixo de sustentação da campanha da ministra Dilma, temos que ter responsabilidade em nossos posicionamentos para não gerar tensões políticas”, disse o deputado Maurício Rands (PT-PE).

Os petistas avaliam que a pesquisa CNT/Sensus divulgada anteontem, que mostra Dilma encostada no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), antecipou uma previsão da legenda que ocorreria somente em abril ou maio.

O presidente do PT, Ricardo Berozini (SP), disse que o partido deve trabalhar “sem arrogância” em busca da eleição de Dilma.

A ministra e presidenciável petista Dilma Rousseff (Casa Civil) minimizou ontem seu crescimento na pesquisa CNT/Sensus divulgada anteontem. “Na vida, a gente não sobe em salto alto. É só uma pesquisa. Feliz eu não estou.”

Segundo o levantamento, quando o nome de Ciro Gomes (PSB) aparece na disputa à Presidência da República, a ministra encosta no tucano José Serra. Neste cenário, Serra recebeu 33,2% das intenções de voto, seguido por Dilma, com 27,8%, e por Ciro, com 11,9%. Marina Silva (PV) aparece em quarto lugar, com 6,8% das intenções de votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%.

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Palocci diz que ajudará Dilma

Brasília - O deputado Antonio Palocci (PT-SP) confirmou ontem à reportagem que desistiu de concorrer ao governo de São Paulo. O motivo, segundo ele, foi o convite feito pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para participar da coordenação da sua campanha ao Palácio do Planalto. “Fui convidado pela ministra para participar da campanha dela. Acho as duas coisas incompatíveis, por isso optei por ajudá-la”, afirmou Palocci, sem revelar a função que desempenhará na campanha.

Palocci comunicou oficialmente anteontem à Executiva Estadual do PT de São Paulo a sua decisão. O deputado avaliou que este não é o melhor momento para participar da disputa e se colocou à disposição do partido para ajudar na campanha de Dilma à Presidência.

Sem Palocci, o PT ainda tem como pré-candidatos o ministro Fernando Haddad (Educação), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT). Outros nomes cotados são a ex-ministra Marta Suplicy (Turismo) e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Porém, o partido ainda discute o apoio ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que prefere concorrer à Presidência.

Outra pré-candidatura ainda em avaliação pela oposição é a do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que se filiou ao PSB no ano passado com pretensões eleitorais.