O Pré-Carnaval de Rua Bauruense está marcado para o próximo sábado, às 14h, na Praça Mestre Bimba, na quadra 5, da rua Sebastião Pregnolato, no Jardim Contorno. A festa terá a apresentação da bateria do bloco Ouro Verde 100%; do Grupo Lambaeróbica e capoeira com grupos de Bauru e região.
O evento faz parte do Projeto Pôr-do-Sol e tem, além das secretarias municipais envolvidas em sua organização, os integrantes da Casa da Capoeira e dos condomínios Parque das Camélias, Jardim dos Duques, Resedás, Vila Verde e Vila Grená.
A Praça Mestre Bimba, nomeada por meio de projeto do vereador Roque Ferreira, recebeu um projeto de urbanização, amplamente discutido pelos moradores e apresentado aos secretários municipais do Meio Ambiente, Obras e Desenvolvimento em encontro realizado no dia 14 de abril de 2009, e ao prefeito Rodrigo Agostinho durante a Semana Integrada do Meio Ambiente.
“O espírito do projeto e da alocação dos espaços prevê a manutenção da totalidade das árvores nativas presentes e o mínimo de impermeabilização do solo, tendo assim baixíssimo impacto ambiental”, salienta Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, responsável pela Fundação Casa da Capoeira.
A praça possui 4.510m² e sua topografia e arborização favorecem a instalação de pista para bicicross, espaço para caminhada, áreas de convivência e playground, no formato de roda de capoeira.
O desejo dos capoeiristas e dos moradores da região de verem essa praça construída é um elemento a mais que move a “Grito do Bimba”: transformar um espaço antes inutilizado em uma área de lazer e atividades físicas, oferecendo à população dos bairros vizinhos um espaço agradável para convivência e desenvolvimento de hábitos saudáveis.
• Serviço
Para outras informações, Casa da Capoeira (14) 3011-4711 e Secretaria de Cultura (14) 3235-1072
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Quem foi mestre Bimba
Mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado - 1900-1974) conviveu com os capoeiristas antigos e com eles aprendeu a “capoeira primitiva”, quando esta era proibida pelo Código Penal e perseguida pela polícia. Ele percebeu que a manifestação estava ficando folclorizada, reduzida a meia dúzia de movimentos, e assim perdendo o seu poder e força como luta. Foi ele quem abriu a primeira academia de capoeira (que, proibida, ele chamava de “luta regional baiana”), criou um método de ensino, um sistema de graduação, toques específicos de berimbau, rituais de batizado, formatura e especialização.