08 de julho de 2026
Internacional

Tempestade de neve paralisa Washington


| Tempo de leitura: 3 min

Washington - Uma forte tempestade de neve, acompanhada de ventos intensos, atingiu o meio da Costa Leste dos Estados Unidos, ontem, causando ao menos duas mortes e paralisando voos, transportes e serviços públicos, como o correio.

Em Washington, Capital do país, meteorologistas estimam que a nevasca de ontem pode ser a pior registrada nos últimos 90 anos.

Os três principais aeroportos próximos à cidade foram afetados. A neve também impediu pousos e decolagens na Filadélfia, no Estado da Pensilvânia.

A população foi orientada a não dirigir nas ruas e estradas. O serviço de ônibus da capital foi cancelado, bem como muitos trens interurbanos partindo de Washington ou que atravessam a cidade.

Raridade

Mais de 180 mil casas na capital do país sofreram com cortes de energia.

Anteontem, quando teve início a tempestade, escolas da região foram fechadas. O zoológico da cidade e o complexo de museus do Instituto Smithsonian, administrados pelo governo do país, também suspenderam visitas.

Tempestades dessa magnitude são muito raras na Capital dos Estados Unidos, onde a população está menos acostumada a lidar com fortes nevascas.

Anteontem, os supermercados ficaram lotados. As pessoas fizeram longas filas para estocar alimentos e água para o fim de semana, já prevendo o pior.

Desde dezembro, uma onda incomum de frio e fortes tempestades de neve no hemisfério Norte tem recorrentemente provocado transtornos em diversas cidades e situações de caos nos transportes públicos desses países.

Em dezembro, o Eurostar, trem que liga o Reino Unido à França, teve seu serviço interrompido por vários dias, e chegou a deixar 2.500 passageiros presos por até 16 horas no túnel do canal da Mancha.

Ainda na manhã de onntem, em Washington, a tempestade já havia provocado o acúmulo de mais de 50 centímetros de neve. De acordo com os serviços de meteorologia dos EUA, desde 1870 a capital do país só sofreu 13 nevascas que provocassem acúmulos superiores a 30 centímetros.

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Derretimento do Ártico pode custar US$ 24 tri

Washington - O derretimento das geleiras no Ártico pode custar de US$ 2,4 trilhões a US$ 24 trilhões até 2050 em danos à agricultura global, aos imóveis e às seguradoras causados pelo aumento do nível dos oceanos, enchentes e ondas de calor, informou um estudo divulgado na sexta-feira.

“Todos ao redor do mundo irão carregar esses custos”, afirmou Eban Goodstein, co-autor do estudo chamado “Tesouro Ártico, Ativos Mundiais Derretendo”.

Ele afirmou que o relatório, revisado por mais de uma dezena de cientistas e economistas e financiado pelo Pew Environment Group, um braço do Pew Charitable Trusts, é a primeira tentativa de cal cular o tamanho das perdas de uma das regiões mais importantes para o clima mundial.

“O Ártico é o ar-condicionado do planeta e ele está começando a entrar em colapso”, disse. O derretimento de gelo e neve no Oceano Ártico já custa ao mundo de 61 bilhões a 371 bilhões de dólares anualmente, principalmente devido a ondas de calor, enchentes e outros fatores, disse o estudo.

As perdas podem aumentar, pois um Ártico mais quente tende a soltar grandes quantidades de metano. O gás teria um impacto 21 vezes maior que o dióxido de carbono no aquecimento global.

O derretimento do gelo no Oceano Ártico já está causando um aumento de temperaturas, pois a água escura, resultante do gelo derretido, absorve mais energia solar, afirmou. Isso pode causar derretimentos de mais geleiras e aumentar o nível dos oceanos.

Enquanto boa parte da Europa e dos EUA têm sofrido com nevascas e temperaturas abaixo do esperado neste inverno, as evidências aumentam de que o Ártico está em risco devido ao aquecimento.

Os gases geradores do efeito estufa saídos de escapamentos e chaminés levaram as temperaturas do Ártico, na última década, ao maior nível em pelo menos 2 mil anos, revertendo uma tendência natural de resfriamento, informou uma equipe internacional de pesquisadores no jornal Science, em setembro.

As emissões de metano do Ártico subiram 30 por cento nos últimos anos, disseram cientistas no mês passado.