08 de julho de 2026
Geral

Morte no HE gera suspeita de bactéria

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A relação da morte de um homem e o isolamento de outros oito pacientes com uma bactéria não foi confirmada e nem descartada ontem pelo Hospital Estadual de Bauru (HE), por meio de nota de sua assessoria de imprensa. A suspeita é de que as nove pessoas podem ter tido contato com bactéria “oportunista” resistente. A bactéria em questão, EVR ou VRE (Enterococco resistente à Vancomicina), é chamada de “oportunista” porque atinge os organismos mais debilitados e por isso, vulneráveis à sua ação.

A decisão de colocar alguns pacientes que foram transferidos do PS Central de Bauru, ao longo dos últimos dias, em uma única área de internação do HE (área de controle) obedece norma padrão (protocolos) da Vigilância Epidemiológica.

São pessoas que estão com o organismo mais vulnerável e podem ter tido contato com a bactéria resistente à vancomicina e precisam de assistência diferenciada. Caso sejam portadores da EVR, com as medidas preventivas adotadas eles recebem tratamento adequado e não se tornam agentes disseminadores.

A morte de uma pessoa, na semana passada, não foi “por causa” da bactéria EVR, ou VRE. O paciente possuía outros graves problemas de saúde, informam as autoridades locais. Como o microorganismo é “oportunista” ele agrava o quadro clínico do paciente. Ainda aguarda-se resultado de identificação da presença da bactéria.

Para isso, foi colhido um swab sanitário (procedimento padrão descrito na norma técnica) do paciente e encaminhado o material para exame no Instituto Adolfo Lutz. O exame pode identificar a presença ou não do microorganismo.

“Todos esses procedimentos são adotados em ambiente hospitalar quando existe a suspeita de presença de um microrganismo resistente à medicamentos antibacterianos. Até o momento nada confirma a presença de EVR no HEB e por conta disso as medidas têm caráter preventivo”, informou a assessoria do HE.

São vários os problemas de saúde causados pela ver, caso ela seja a causadora dos problemas com os pacientes. “Ela pode causar infecções em vários órgãos. Entra na corrente sanguínea e causa pneumonia”, alertou Fernando Monti, secretário Municipal de Saúde e médico infectologista.

Ele lembrou ainda que a ERV é resistente a antibióticos, o que dificulta o tratamento. “O que essa bactéria tem de diferente é que ela é resistente a um determinado antibiótico chamado Vancomicina”, observou, acrescentando que o antibiótico “é eficaz contra outros enterococos”.