08 de julho de 2026
Geral

Nome é referência às lutas entre índios e fazendeiros

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

O rio Batalha tem 167 quilômetros de extensão e o nome de bastimo tem relação com confrontos antigos entre índios e fazendeiros na região. Ele nasce na serra de Jacutinga, no município de Agudos, passa por Bauru, Piratininga, pelo distrito de Tibiriçá, pela reserva indígena de Araribá, Avaí, pelo bairro de Clavinote, Reginópolis e deságua no rio Tietê, próximo a Uru.

Cerca de 40% da água consumida em Bauru é captada do Batalha. A captação é feita cerca de 22 quilômetros após a nascente, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE). A água é bombeada para a Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada no Jardim Ouro Verde.

Além da função social de garantir boa parte do abastecimento de água para a população, o rio serve como marco geográfico. Ele estabelece a divisa de município entre Bauru e Piratininga. De acordo com dados históricos, o nome Batalha vem das constantes lutas entre os índios kaingang que habitavam a região e os fazendeiros que, aos poucos, foram ocupando as terras.

Ainda hoje o rio serve para abastecer as aldeias indígenas. Ele passa pela reserva de Araribá, onde vivem índios da etnia guarani e terena.

Por causa da destruição da mata ciliar, o rio passou por um sério processo de assoreamento. Com a recomposição da vegetação, o problema tem diminuído nos últimos anos e o nível do Batalha voltou a subir.

Em 1996 foi aprovada a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Batalha, que favoreceu sua preservação e recuperação. No mesmo ano, foi fundada a organização não governamental (ONG) Fórum Pró-Batalha com o propósito de proteger o rio e reflorestar suas margens em um trabalho conjunto com o Instituto Ambiental Vidágua.