08 de julho de 2026
Geral

Rebeldia é a marca do novo ano chinês

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Os chineses iniciam, a partir de hoje, a contagem regressiva de sete dias para a entrada do novo ano do calendário lunar, mais conhecido propriamente como Calendário Chinês. No próximo domingo, dia 14, tanto quem mora na república oriental quanto os imigrantes que vivem no Brasil, incluindo a comunidade radicada em Bauru, celebram o ingresso do ano do tigre.

Em cada ciclo, diferentemente do Calendário Gregoriano Cristão – adotado pelos países ocidentais, com 365 dias, sempre terminando em 31 de dezembro -, o ano chinês não tem data específica para início ou término e oscila de acordo com as variações regidas pela própria Lua. O ano que começa semana que vem, de número 4.708 do calendário oriental, termina em 2 de fevereiro de 2011.

A exemplo da astrologia ocidental, a chinesa também tem o zodíaco preenchido por signos representados por animais. Cada ciclo astrológico chinês, contudo, tem a duração de sessenta anos gregorianos.

O tigre, animal que denomina o ano prestes a começar, conforme a astrologia chinesa, mostra que o próximo período será de dinamismo e expansão, com as pessoas demonstrando maior imediatismo e arrojo em busca da realização, com tendência ao desafio de regras e até mesmo rebeldia.

Naturalizado brasileiro, o chinês Mestre I Ming, como é chamado o engenheiro civil que deixou as planilhas nos anos 60 para se dedicar ao ensino do Feng Shui - a grosso modo a corrente de pensamento que difunde a sabedoria sobre forças de conservação das influencias positivas e redirecionamento das negativas num mesmo espaço – prevê um ano intenso: “A explosividade e grandiosidade se predominam nos acontecimentos em geral”, adianta.

Contudo, essa agitação não estará presente apenas nas pessoas e também trará, de acordo com I Ming, consequências destruidoras. “Os desastres causados pela ira da mãe natureza continuarão”, prevê. “Este é um ano de muitas durezas e boas oportunidades para quem as procura. O mundo viverá com maior intensidade”, detalha.

Apesar do calendário e do zodíaco serem de origem oriental, o mestre também traça previsões para o ano chinês tupiniquim. E o prognóstico não é animador ao menos quanto aos indicadores econômicos. “Acontecerão várias crises financeiras no Brasil”, afirma. Contudo, em ano de Copa do Mundo, Ming faz uma previsão otimista. “O Brasil, para a alegria do povo, será vitorioso nas várias competições mundiais esportivas”, anuncia.