07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Subiu a pressão...

Depois de um começo de ano relativamente tranquilo, bem que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) previu domingo que sua pressão arterial poderia subir a partir da sessão de ontem da Câmara Municipal. Nada menos do que 13 vereadores (alguns de seus aliados incluídos) o criticaram pela cobrança do IPTU sobre ampliações de imóveis.

• Falta de estratégia

As reações ocorrem não pelo exercício da obrigação de cobrar o referido imposto, um dever de ofício do prefeito, mas pelos erros em centenas (talvez milhares) de carnês (que o JC apontou durante toda a semana passada) e pela falta de uma estratégia mais trabalhada politicamente para fazer tais cobranças. Resultado: uma emenda para cancelar as cobranças.

• Política, ciência e arte

Pesou mais uma vez algo que vimos falando há 13 meses: o governo, ainda que bem intencionado, peca por não ter pensamento político, no sentido mais puro, científico e artístico da palavra. Será que ninguém imaginou que cobrar o IPTU em 3 carnês e ainda querer aumentar a CIP, sem combinar nada disso ao menos com a bancada de situação, poderia dar no que está dando?

• “Efeito caranguejo”

O pior é que os erros e desacertos não representam apenas prejuízo político ao prefeito e seu grupo. Se fosse apenas isso, tudo bem, cada um arca com suas escolhas. O problema é que essa é uma daquelas discussões que retroagem no tempo, igual a caranguejo, não faz avançar a cidade, não inaugura novas etapas do debate político-administrativo bauruense.

• Uma “base geleia”

Quem assistiu à sessão de ontem do Poder Legislativo viu que a base do governo Rodrigo Agostinho está visivelmente em crise, uma parte por puro fisiologismo e outra parte por estar à deriva. O líder Renato Purini (PMDB) teve de ficar a primeira parte da sessão trabalhando nos bastidores para tentar convencer os colegas a votarem a favor do sobrestamento da CIP. O desgaste era evidente.

• Sem argumentos

Carlão do Gás (PR) cansou de pedir à prefeitura para que as coisas funcionem e que se resolvam. Disse que não tem mais argumento para explicar à população. E que, daqui a pouco, vai estar fazendo bolo de aniversário para buracos. “Paciência tem limite. Se um vereador não consegue colocar canaleta em sua rua, vai conseguir colocar aonde? Em Marte?”, disse, ao microfone.

• Uma bancada feliz

Uma bancada estava rindo à toa ontem na Câmara: a dos santistas. Depois de derrotar o São Paulo no domingo, Roque Ferreira (PT), Fabiano Mariano (PDT), Francisco Carlos de Góes, o Carlão dos Gás (PR); Carlinhos do PS (PP) e Marcelo Borges (PSDB) ficaram animados quando Moisés Rossi (PPS), último integrante do grupo, parabenizou o time do coração na Tribuna.

• Outras bancadas...

Aliás, esta é a maior bancada de torcedores na Casa, seguida pelos são-paulinos Amarildo de Oliveira (PPS), Fernando Mantovani (PSDB) e Paulo Eduardo de Souza (PSB). Os lanternas no ranking dos torcedores são Corinthians, com dois vereadores no páreo, Renato Purini (PMDB) e José Roberto Segalla (DEM), e Palmeiras, com Gilberto dos Santos, o Giba (PSDB) e Natalino da Pousada (PV).