11 de julho de 2026
Política

Regional da CUT reforça na tribuna crítica contra a prisão dos sem-terra

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 1 min

O coordenador da sede de Bauru da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Francisco Wagner Monteiro, reafirmou ontem, na Câmara Municipal de Bauru, que a prisão de sete integrantes do Movimento Sem-Terra e o encaminhamento deles a diferentes cadeias públicas da região foi um ato político, “numa atitude somente vista pela ditadura militar”. O sindicalista também criticou as atuações da Polícia e da Justiça nas prisões dos militantes.

Os sem-terra são acusados pela Cutrale de depredar e furtar materiais que estavam guardados na propriedade, bem como destruir 3 mil pés-de-laranja. Os integrantes do movimento, por sua vez, alegam que a área pertence à União e foi grilada pela Cutrale. “A Justiça tem se omitido. A Cutrale é a única invasora de terras. Ela grilou aquelas terras. O que a CUT vem pedir aos vereadores é a manifestação da cobrança da verdade. Queremos que seja apurado isso”, disse Chicão na Tribuna livre.

O discurso foi repleto de críticas ao modo como a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública conduziram as investigações da ocupação da Fazenda Santo Henrique, em Borebi, alvo de uma disputa judicial entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Sucocítrico Cutrale, que diz ser dona da área.

“Se alguém causou prejuízo, isso tem que ser apurado, segundo os fatos, mas não os fatos da polícia de Serra, da polícia da pirotecnia do Dr. Valencise, mas a verdade. A Cutrale deve devolver à União todo o dinheiro da laranja que ela colheu.” Além disso, Monteiro criticou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) que, na opinião dele, tem “se manifestado levianamente contra o movimento pela reforma agrária”.