09 de julho de 2026
Regional

Greve de terceirizados para nebulização contra a dengue

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Cinquenta funcionários da empresa Ambiental Sudeste de Sorocaba paralisaram ontem as atividades de nebulização de inseticida para bloqueio e eliminação do mosquito Aedes aegypti, em Marília (100 quilômetros de Bauru), porque a empresa não pagou o salário. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) terceirizou o serviço e alegou que não tinha meios de exigir que prestassem o serviço.

“Não podemos forçá-los a fazer o trabalho, mesmo porque eles não são servidores e sim funcionários de uma empresa prestadora de serviços”, diz o coordenador de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da SMS, Lupércio Lopes Garrido Neto.

Ele confirmou que no mês passado a mesma empresa atrasou o pagamento de seus funcionários, mas, no entanto, eles continuaram a fazer as atividades. A Prefeitura alega que paga em dia pelos serviços à empresa contratada.

O coordenador admite preocupação com a suspensão dos trabalhos. “Os casos de dengue vêm aumentando e a aplicação de inseticida é importante para o bloqueio de transmissão da doença no município”, diz. Marília tem hoje 26 casos registrados da doença em 2010, sendo 24 autóctones e 2 importados.

Ontem chegaram resultados de seis exames, todos negativos. Os exames foram feitos pelo método NS1, que pesquisa a presença do vírus no sangue, e é realizado em pacientes que se encontram nos primeiros três dias da viremia, ou seja, logo no início dos sintomas.

Ele lembra que no último trimestre do ano passado e no início de 2010 foi um período bastante chuvoso, o que contribuiu para a formação de muitos criadouros. “Temos que ficar atentos. O Poder Público está fazendo a sua parte, mas precisa da colaboração de todos. O imprevisto com a empresa esperamos que seja sanado o mais rápido possível, mas a aplicação de inseticida é apenas uma parte de todo o processo”, afirma.

Marília está na zona de risco para febre amarela, porque a doença tem o mesmo vetor: o Aedes aegypti. “Esta é outra doença quem vem avançando – apesar de ter um caráter mais silvestre – por isso temos que ter cuidado redobrado para evitar a proliferação do mosquito. A vacinação contra a febre amarela foi reintroduzida em Marília em dezembro. Quem precisar se vacinar – independente se vai ou não viajar para regiões endêmicas ou de risco de contágio – pode ir a qualquer uma das 41 unidades de saúde do município e fazer a imunização.