São Paulo - Mergulhos na lama, cuecas rasgadas, ovos e melancia na cabeça, além de tinta salpicada de farinha pelo corpo todo. Essas eram algumas das brincadeiras no trote “sem violência” da Escola Politécnica da USP, ontem.
Após a matrícula, os calouros eram convidados a participar do ritual de iniciação, que incluía - além de cortes de cabelo e pintura com tinha guache - banhos de lama. “É um pouco humilhante. Mas não sou obrigado a participar”, dizia Fernando Kume, 17 anos, recém-admitido no curso de engenharia mecânica, após receber um balde de barro na cabeça. “Eu aguento para poder jogar lama nos calouros nos próximos anos.”
O clima esquentou quando o diretor da faculdade, Ivan Falleiros, viu a distribuição de latas de cerveja na festa. A USP proibiu no ano passado a venda e distribuição de bebida alcoólica no campus.
A festa da matrícula da Poli, como foi apelidado o trote, teve esquema de grande produção: seguranças contratados, banheiros químicos, campo inflável de futebol de sabão e tenda com DJ. Do lado de fora, pais se protegiam do sol em uma barraquinha VIP. Na tentativa de atrair clientela, dois bancos montaram tendas para a abertura de contas universitárias.