09 de julho de 2026
Política

Rafael diz que herdou sucatas no DAE

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

Discursando na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Bauru, ontem, como se tivesse assumido a presidência do Departamento de Água e Esgoto (DAE) apenas “anteontem”, Rafael Ribeiro disse que a atual administração é quem voltou a investir no sistema de abastecimento de água em Bauru, setor que, segundo ele, foi esquecido na gestão passada em função da priorização do programa de interceptores de esgoto. A afirmação foi feita ontem no plenário do Legislativo, após ser questionado por vereadores sobre o sucateamento de equipamentos da autarquia.

Segundo Ribeiro, que assumiu o DAE no início de 2009, o divisor de águas para a autarquia municipal foi a criação do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), na gestão passada. Entretanto, apontou que as dificuldades de estrutura nos setores internos de água se deram por esta escolha do governo anterior. “Se criou o Fundo e naquele momento se dividiu a empresa: o pessoal que faz o tratamento do esgoto e o que cuida da água. Tanto é que o orçamento não se mistura. Não posso pegar o orçamento do Fundo e colocar no Departamento. Os materiais e equipamentos novos foram para o FTE, e o pessoal que cuidava da água ficou com o resto. A gente está tentando equacionar isso agora”, lançou.

A frota, de acordo com a apresentação do presidente da autarquia, está sendo reformulada. Veículos que compensam ser reformados estão sendo enviados para oficinas e outros, como um carro doado pela Prefeitura de Bauru, ano 1997, não são mais utilizados. “Estamos comprando motocicletas, carros. Em 2009 investimos cerca de R$ 12 milhões em licitações do DAE. Em 2008 foram R$ 8 milhões”, defendeu.

Depois, Ribeiro tentou minimizar que não se tratava de uma crítica à administração passada. “Não é uma questão de crítica, de falar que estava errado. A gente tem que ver também no momento em que se viveu aquilo, o que se levou a tomar esse decisão. Foi mudado o foco, num determinado momento, para fazer interceptor. E agora, como começou a andar a questão de tratamento de esgoto, a gente está voltando os olhos novamente para a questão da água.” Procurado pela reportagem, o ex-presidente da autarquia, José Clemente Rezende, que gerenciou o programa de criação do fundo de esgoto desde a origem, em 2005, não quis comentar as declarações de Ribeiro.