11 de julho de 2026
Regional

Estudante é condenado por matar mototaxista atropelado em racha

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O estudante de medicina Rainer Willian de Aguilar Gaspar, 23 anos, acusado de atropelar e matar o mototaxista Cícero José Santana, 42 anos, e ferir o vendedor autônomo Matheus Teodoro da Silva, 22 anos, durante racha em novembro de 2006 na avenida Sampaio Vidal, Centro de Marília (100 quilômetros de Bauru), foi condenado no início da tarde de ontem pelo Tribunal do Júri a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa do réu já assinou termo de recurso para contestar a decisão no Tribunal de Justiça (TJ).

De acordo com o escrevente do Júri, Roberto Kogawa, o estudante poderá recorrer da sentença em liberdade. Durante o julgamento, o tribunal acompanhou os depoimentos da vítima; do pai do réu, Osni Gaspar; e do acusado, além da promotoria e dos advogados de defesa.

Por quatro votos a três, o tribunal acatou a tese do Ministério Público (MP) que pedia o indiciamento do acusado por homicídio com dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de matar), embora a defesa tenha tentado desqualificar a acusação para homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). A condenação, nesse caso, é de seis anos de prisão.

Em relação ao vendedor autônomo Matheus Teodoro da Silva, que sofreu ferimentos graves em função do acidente, por maioria simples (quatro votos), o Júri condenou o estudante a um ano de prisão pelo crime de lesão corporal grave, rejeitando a tese da defesa que pedia a condenação por lesão corporal culposa.

Na madrugada de 18 de dezembro de 2006, Gaspar, que dirigia uma caminhonete S-10 pela avenida Sampaio Vidal, decidiu disputar um racha com o amigo e também estudante de medicina Samuel Henrique Meduqui, 24 anos, que dirigia um Audi.

No cruzamento com a rua Dom Pedro, Gaspar atropelou a moto Yamaha YBR 125 conduzida por Santana. Com o impacto, motorista e passageiro foram lançados ao solo. O mototaxista não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.

Os dois acusados chegaram a ficar presos por cerca de um mês, mas foram soltos por ordem judicial. Laudo técnico anexado ao processo concluiu que a caminhonete conduzida por Gaspar estava a 95 quilômetros por hora, quando a velocidade máxima permitida na via é de 60 quilômetros por hora.

Meduqui foi julgado pelo tribunal do Júri em novembro de 2008 e absolvido de todas as condenações pelos jurados por maioria de votos. O MP recorreu da decisão, mas o processo ainda não foi julgado pelo TJ.