10 de julho de 2026
Nacional

Helicóptero da Record cai, mata piloto e deixa cinegrafista ferido

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Um helicóptero da Rede Record caiu de uma altura de cerca de 50 metros, na manhã de ontem, na pista de corrida do Jockey Club de São Paulo (zona sul da cidade). Uma pessoa morreu. A aeronave apresentou problemas quando sobrevoava a região da marginal Pinheiros.

A câmera de uma aeronave da Rede Globo que estava na mesma região flagrou o momento do acidente. O helicóptero da Record começou a girar em torno de si, soltou uma fumaça e caiu verticalmente.

O piloto Rafael Delgado Sobrinho, 45 anos, morreu na hora. Já o passageiro da aeronave, o cinegrafista Alexandre da Silva Moura, conhecido como Borracha, teve ferimentos por todo o corpo. Ele está internado em estado grave, no hospital Itamaraty/Butantã.

O acidente ocorreu por volta das 7h30, quando a equipe filmava cenas de um assalto. Antes de cair, Delgado falou para o piloto de helicóptero Dato de Oliveira, da Globo, que estava com pane no rotor da cauda (que movimento a hélice traseira) e tentaria fazer um pouso de emergência.

Oliveira pousou no Jockey logo após o acidente. Para evitar uma explosão, ele desceu e desligou o motor do helicóptero acidentado. Médicos do Jockey socorreram o cinegrafista.

Militares do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáutico (Seripa 4) e policiais civis estiveram no local para iniciar a apuração sobre as causas do acidente.

“Não podemos concluir nem descartar nada. Pode ter sido uma falha mecânica, um problema no rotor da cauda, uma imperícia, uma rajada de vento, tem muitos fatores que temos de levar em conta”, afirmou o tenente coronel Ricardo Beltran Crespo, chefe do Seripa 4. A Aeronáutica tem um ano para concluir as investigações.

O presidente da Associação de Pilotos de Helicópteros de São Paulo, Cleber Teixeira Mansur, disse não ter dúvidas de que o acidente foi causado pela falha no rotor da cauda. “Ficou muito claro nas imagens. Mas não é muito comum. É a mesma coisa que você estar dirigindo um carro e de repente quebrar a barra de direção.”

Para o militar e para o presidente da Associação, o piloto Delgado deve ser considerado um herói porque evitou que o helicóptero caísse sobre áreas habitadas ou em vias públicas.

A Helibras, fabricante do helicóptero Esquilo AS-350 BA, informou que a aeronave que caiu foi fabricada em 1994 e comprada pela Record em 1997. O helicóptero tinha 7.943 horas de voo e passou por manutenção no dia 18 de janeiro.

Outra queda no Rio

Às 9h45, pouco mais de duas horas após o acidente, outro helicóptero Esquilo caiu, na base aérea de São Pedro da Aldeia (138 km do Rio). A aeronave, do Exército, fazia um exercício de pilotagem tática na hora da queda. Os dois tripulantes ficaram feridos sem gravidade.

Em novembro de 2005, um helicóptero Robinson R-22, da rádio Eldorado, fez um pouso de emergência na ponte Eusébio Matoso, na marginal Pinheiros. Ninguém se feriu.

Em 2009, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou 15 acidentes com helicópteros no Brasil -três em SP.