Segundo o petista Roque Ferreira, os argumentos de natureza jurídica utilizados por Segalla em três pontos para dar o parecer de ilegalidade serão contestados. “Na nossa visão, entendemos que o projeto não é inconstitucional. Inclusive nossa assessoria jurídica está preparando um parecer. É um voto em separado nesta questão. E também nós estamos estudando a possibilidade de fazer algumas emendas neste projeto para que ele possa ser discutido em plenário”, afirma.
Ferreira diz que já previa essa dificuldade. “Mas um parecer é um parecer. O que nós temos que entender e discutir com bastante tranquilidade é que muitas vezes se usa desculpa de natureza jurídica para não fazer o debate, que não é o caso do vereador Segalla. Se você não leva o debate ao plenário, fica uma situação mais confortável, não só para os vereadores de Bauru, mas para o Parlamento em geral. Você não é obrigado a expor sua posição política em relação a determinados temas considerados polêmicos.”
O petista afirma estar convencido de que o projeto não comporta ilegalidade. “Nós dialogamos com os comerciários, estivemos reunidos com a direção do sindicato, com outros comerciários, e aqueles pontos que o vereador Segalla se apoiou para dar o parecer de ilegalidade nada impede que a gente faça emendas, mas a gente vai contestar. Nosso objetivo é que o plenário discuta o horário do funcionamento do comércio.”