07 de julho de 2026
Geral

Comunicação é que leva ao transe

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Prestar atenção ao que está sendo dito é uma forma de hipnose. Sendo assim, todo bom comunicador é um grande hipnotista. A definição é de Alexandre Bortoletto, especialista em programação neurolinguística e hipnose e membro da Sociedade Brasileira de Programação Neurololiguística (SBPN).

Segundo ele, existe um consenso na sociedade de que a hipnose é algo relacionado ao poder e ao controle da vontade do outro. “Essa é uma informação equivocada”, afirma. “Hipnose é uma relação de comunicação. É impossível se comunicar sem a hipnose”, frisa.

Bortoletto diz que quando alguém fala sobre algo que aconteceu com ele, o comunicador está induzindo o outro a uma espécie de transe. À medida que ele fala, o interlocutor faz representações internas na cabeça, que é uma fuga da realidade. Ele sai do aqui e agora e vai para seu interior. “Então, toda comunicação é uma hipnose”, sustenta.

“Por isso eu digo que todo bom comunicador é um grande hipnotista, porque ele consegue atrair toda a atenção para si. As pessoas ficam de boca aberta”, cita.

Segundo o especialista, a hipnose do pêndulo, de comer uma cebola achando que é uma maçã, é a hipnose clássica, que explora o poder sobre o paciente e o lado da diversão.

A hipnose utilizada por ele é da corrente Ericksoniana, também conhecida como Moderna, pelo motivo de utilização do método conversacional ou simplesmente pelo uso coloquial das palavras.

Partindo desse pressuposto da comunicação, Bortoletto revela que a hipnose pode melhorar o relacionamento, a assimilação e o aprendizado em várias áreas. Um professor, por exemplo, pode utilizar as ferramentas oferecidas por essa técnica para ensinar melhor seus alunos.

“Ele pode fazer com que os alunos entendam melhor a sua mensagem e tenham um desempenho melhor na educação.” Segundo o especialista, a hipnose não é algo voltado exclusivamente para a área de saúde. “Ela serve para todas as áreas”, afirma.