08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

LEMBRANÇAS


| Tempo de leitura: 3 min

Dizem que quem vive do passado é museu. Só que para mim é gostoso lembrar da minha infância e da minha juventude em Bauru de 1962 a 1981. Foram 19 anos que não vou esquecer nunca, pois o que de mau ou de bom me aconteceu vai fazer parte da minha vida. Cheguei em Bauru em 1962, por força de uma transferência de serviço do meu pai que trabalhava na antiga Noroeste do Brasil. Morei, inicialmente, na Vila Seabra, na rua Padre Nóbrega, quadra 19, estudei no Grupo Escolar João Maringoni, minhas professoras dona Léia e dona Leontina, meus colegas de classe: Ivan Fratini, Jorge Fainer, Wilson, Fátima Camolez, Maria Angélica, Veranice Giroldo, Josias Belizário e outros que não lembro. Sempre fui o 1.º da classe. Depois fui fazer o ginásio no Morais Pacheco. Meus professores: seu Arlindo e Albino Tâmbara (matemática), d. Jussemy (francês), d. Renê (história), d. Wanda (geografia), Gutenberg (inglês) e alguns colegas como Emílio Celulari, Edson Celulari, Elvira Celulari, Aratangi (Gil), João Roger Guedes, Tonon, Benedito de O. Dorta, Odete do Lago, Walquiria, Roseli e Carmem Solange.

Nesse meio de tempo, saí da minha infância e me tornei um jovem, morei na Nicola Avalone em frente a casa do Monson, o presidente do Independente da Bela Vista. Ali fiz talvez uma das melhores amizades, o Oswaldo D. Sanzovo, que juntamente com o José Ridno, Wladimir e Welington Scarp, o Grilo, Bertinho, montamos uma turminha inesquecível. Após a morte de meu pai, mudei-me para a rua José Bonifácio, em pleno auge da juventude, frequentava a “pracinha” da Bela Vista, juntamente com o Laércio, Ezequiel, Aírton, Everaldo, Tadeu e mais alguns.

Nas noites de sábado ficávamos sabendo que ia ter uma “brincadeira dançante na casa de fulano e lá íamos nós “aprontar” alguma brincadeira, até de mau gosto, mas que hoje não passaria de coisa infantil em comparação às brincadeiras da molecada de hoje. Dançávamos música lenta ao som de Bee Gees, Beatles, Creedence e BJ Thomas. Vestíamos calça “boca de sino”. Fiz Tiro de Guerra com o Zé Mário (Noroeste/Palmeiras), Décio Patelli Jr, Macarrão, Julião, Stringheta e tendo como o nosso comandante o sargento Ari. Hoje, morando aqui em Araraquara, há 28 anos, de vez em quando, vem aquela saudade. Saudade também do meu querido Norusca, que quando não tinha dinheiro para entrar no campo, formávamos uma turma para pular o muro do estádio. Gostaria muito que se alguém que tivesse iniciativa, promovesse um encontro entre essas pessoas que no passado viveram o que eu vivi.

Na parte esportiva, sempre joguei bem bola mas não tive sorte em Bauru, depois que saí de Bauru, já não adiantava profissionalizar-me e então aventurei-me jogando nos fins de semana em alguns times só para não perder a forma. Nessa parte o que mais me causa recordação é o time da Vila Quaggio (Quaginho), que montaram um time de amigos: Nivaldo, Salvador, Ademir, Bruxa, Borracha, Perê, Zé Pequeno, Alcedir e outros dos quais não lembro agora. Gostaria de receber um telefonema ou mesmo um e-mail, dos amigos que conheci, para que pudéssemos recordar o tempo bom que passou e que, só hoje, entendemos que éramos felizes e não sabíamos. Um abraço cheio de saudades em quem eu citei e até em quem eu não citei pois são muitos que eu não me lembro agora mas que ficarão guardados no meu coração eternamente.

Juarez Malaquias Gomes