10 de julho de 2026
Política

Site reúne 391 políticos brasileiros

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

Além das celebridades, a onda do Twitter finalmente chegou à política brasileira. O site PoliTweets (www.politweets. com.br), reúne perfis de 391 políticos brasileiros, tanto do Executivo quanto do Legislativo, que, ao todo, somavam 610.239 seguidores até sexta-feira passada.

“O Twitter é uma ferramenta de comunicação de forma instantânea e rápida. Mas a grande vantagem dela é que as pessoas usam isso como uma forma de ter contato direto com seu público. São duas vantagens: primeiro é esse contato direto com o público, e o segundo é que ele evita o filtro da imprensa. Você tem a notícia direto da fonte. O Twitter virou uma ótima ferramenta como fonte”, afirma o coordenador do curso de Rádio de TV da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Tuca Américo.

O que começou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, hoje até o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aderiu. O tucano, aliás, é o político mais seguido, de acordo com o site. Tem 158.544 seguidores. Em segundo lugar, aparece Gabriel Chalita, da mesma legenda, com uma legião de 32.306 fãs, seguido por Aloízio Mercadante (PT), com 31.672 seguidores.

Inspirado em um site homônimo dos EUA e no www.tweetcongress.org, o PoliTweets brasileiro reúne na maioria perfis de deputados federais (248), vereadores (65), senadores (32), deputadores estaduais (32), prefeitos (11) e governadores (11).

Parcial

“A ferramenta deve funcionar como auxiliar. O político deve de ter o corpo a corpo e outras formas de comunicação, no papel, na TV, reuniões, criar fatos políticos no jornal, para fazer com que seu nome e suas ideias circulem o máximo possível. Da mesma maneira, o Twitter. No entanto, o Twitter é usado por apenas uma parcela da população e é exatamente dessa maneira que o político deve compreender. Que quando ele usa essa ferramenta, ele está se comunicando com uma parcela da população, portanto ele precisa compreender que parcela é essa e se comunicar com a linguagem que essa parcela entende, que no geral é mais jovem e não é extremamente pobre”, afirma Celso Zonta, professor de psicologia social da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Para ele, o político deve construir uma comunicação tanto do ponto de vista da linguagem, quanto da estética, do conteúdo, dos temas voltado a este público. “É uma ferramenta simples, que dá para alimentar pelo celular.”