WASHINGTON, UMA AUTÊNTICA LEGENDA
Além de primeiro jogador do Interior - de São Paulo e do País - a ser convocado para a Seleção Brasileira, Washington foi o primeiro bauruense que participou de uma Olimpíada, a de 1972. Faz 38 anos, mas me lembro como se fosse ontem, quando Washington nos visitou, nas antigas instalações deste jornal, rua 1º de Agosto, esquina com Virgílio Malta. Ele contava, que retornava de Berlim, justamente na hora do atentado na Vila Olímpica de Munique, quando os terroristas palestinos da facção Setembro Negro, mataram onze atletas judeus. Não estou lembrado da passagem de Washington pelas escolinhas do Noroeste. Me lembro quando ele foi para o Guarani, em 1971, levado por Godê, ex-jogador do Norusca e do Bugre. Mas Washington jogou pelo Alvirrubro no Paulistão de 1985. A melhor fase do inesquecível amigo e ex-supercraque, falecido segunda-feira, foi no início da década de 70. Em 71, sagrou-se campeão do Festival de Cannes, considerado na época, o mais badalado torneio de futebol juvenil do mundo. Em 1972, o promissor meia-atacante foi convocado para defender a Seleção principal na Minicopa, em homenagem aos 150 anos da Independência do Brasil. Mas Washington acabou sendo desligado pelo técnico Zagallo, porque o Brasil buscava – e ainda busca - um título inédito, o ouro olímpico. No mesmo mês e ano, setembro de 1972, foram disputados o torneio comemorativo ao Sesquicentenário da Independência e os Jogos de Munique. A Seleção Olímpica era a seguinte: Nielsen; Tereso, Abel Braga, Osmar Guarnelli e Celso; Rubens Galixe, Falcão e Washington; Pedrinho Manoel e Dirceu. Celso e Dirceu são falecidos, além de Washington, uma autêntica legenda. Pelé, o superastro do futebol mundial e Atleta do Século, se criou nesta cidade, mas nasceu em Três Corações. Já Washington, nasceu aqui. Ele é o bauruense mais ilustre do futebol, ao lado de Toninho Guerreiro.
PEIXE NA VILA
Depois da suada vitória sobre o Rio Claro, no Pacaembu, Santos pega o Bragantino na Vila Belmiro. Na partida de hoje à noite, o Peixe não conta com problemas para defender a liderança absoluta do Campeonato Paulista. Marquinhos, que se machucou domingo, é a única dúvida, mas sua ausência pode ser providencial, porque abriria uma brecha para a entrada do garoto André. Com ele, Paulo Henrique Ganso, Robinho e Neymar, o Santos terá o quarteto de ouro. Dorival Júnior ainda conta com o reserva de luxo Giovanni. Já o Bragantino, é um adversário difícil, está em décimo lugar, e joga com a força máxima.
TRICOLOR MUDA
Para o jogo desta noite, contra o Barueri, no Morumbi, o técnico Ricardo Gomes deve fazer mudanças na equipe do São Paulo. Cicinho, contratado para resolver o problema na lateral-direita, pode atuar no meio-campo, ao lado de Jean, Richarlyson e Cléber Santana. Já Hernanes, deve ser poupado, porque Ricardão quer o volante 100% em forma no clássico diante do Palmeiras, domingo, e na partida contra o Once Caldas, dia 25, pela Libertadores. O São Paulo é o quinto colocado do Campeonato Estadual, com 14 pontos, enquanto o Barueri está em oitavo lugar, com 12.
SEIS PONTOS
Segundo colocado do Paulistão, e mirando a liderança isolada, o Botafogo enfrenta o Mirassol no campo do adversário. Mas para conseguir esse objetivo, o jogo desta noite é de seis pontos para a equipe de Ribeirão Preto, porque depois, encara três pedreiras fora de casa - Bragantino, Corinthians e Santo André, em sequência. O Botafogo é dirigido pelo técnico Roberto Fonseca, e tem bons jogadores como Augusto Recife, Ademir Sopa e Malaquias. Já o Mirassol, está pertinho da zona de degola.
BRAZUCA
A imprensa espanhola está perdendo a paciência com Kaká, principalmente após a derrota para o Lyon, quarta-feira, pela Liga dos Campeões da Europa. A verdade é que o meia brasileiro está na equipe merengue há mais de seis meses, e ainda não conseguiu apresentar o bom dos tempos de Milan.
CRISE
Além da péssima campanha na Série A2, a Segundona estadual, o Guarani tem uma dívida de quase R$ 130 milhões. O Bugre tenta vender o Brinco de Ouro, seu bonito estádio, que fica no Proença, valorizado bairro campineiro.
ARBITRAGEM
Não é fácil ser juiz de futebol, não deixar passar nada, andando – até correndo – sem parar 110 metros de cumprimento por 75 de largura, durante 90 minutos, pelo menos. Por isso, acho até normal o árbitro cometer um falha capital, validando um gol com a mão, por exemplo. Digo isso, porque de uma cabine, com sombra e água fresca, sem sofrer nenhuma pressão, não vi o atacante noroestino Adílson tocar o braço na bola, no lance que originou o pênalti contra o União São João.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro da Série B de 1991: Noroeste 2 x 1 Ponte Preta, em Bauru, gols de Baiano e Marquinhos Yamamoto. King, contra, fez o gol da Macaca. Árbitro: Ílton José da Costa. Público pagante: 5.582. Noroeste: Dorimar; Marcos Coco (Ari Bazão), Vítor Hugo, King e Adinã; Vadinho, Adaílton (André) e Baiano; Charles, Ronaldo Marques e Marquinhos Yamamoto. Técnico: Basílio. Ponte Preta: Brigatti; Roberto Teixeira, Júnior, Pedro Luís e Branco; Edinho, Nido (Zé Carlos) e Osvaldo; Marcelinho (Hélio), Monga e Vágner. Técnico: Zé Duarte.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Amaral, volante do Laranjeiras, Bidi, meia do Geisel e Colucci, atacante do Cometa Ajax.