11 de julho de 2026
Cultura

De Bauru, Tiquinho aproveita shows para matar saudade


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Não faz muito tempo que o trombonista Tiquinho deu uma “passadinha” por sua cidade natal. Há exatas duas semanas, o músico - que desde o início dos anos 1990 reside em São Paulo - fez show na cidade com o Clube do Balanço. Hoje, o bauruense retorna com o Funk Como Le Gusta, grupo do qual é um dos fundadores.

Depois da morte da mãe, em 2007, as visitas do trombonista a cidade têm ficado escassas. Assim, é por meio dos shows que Tiquinho mata a saudade do lugar onde começou sua trajetória na música. “Depois que perdi minha mãe, acabei indo bem menos. Mas sempre que dá apareço para ver minha irmã e amigos. E é muito bom tocar na cidade. Sempre fico impressionado com a quantidade de gente”, comentou o músico, em entrevista ao JC Cultura.

Tiquinho integrou a Banda Marcial Liceu Noroeste e, aos 13 anos, já atuava como músico da noite, percorrendo bares, bailes e festivais bauruenses até se mudar para a Capital paulista. “São lembranças de uma vida, onde vivi toda minha adolescência e desde essa época já fui me acostumando a viver na estrada”, diverte-se.

Com a ida para São Paulo, Tiquinho desistiu da faculdade de direito e integrou projetos como Zambasters, Karnak, Orquestra Paulista de Soul, Nasi e os Irmãos do Blues, entre outros grupos. Firmou-se como instrumentista e arranjador vindo a trabalhar com nomes como Chico César, Chico Science, Nação Zumbi, Raimundos, Patu Fu, Zeca Baleiro, Elza Soares e Daniela Mercury. Atualmente, além do Funk Como Le Gusta e do Clube do Balanço, Tiquinho acompanha o Seu Jorge.