08 de julho de 2026
Polícia

Rapaz é preso e confessa assassinato

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Após 15 dias de investigação, a Polícia Civil de Bauru prendeu ontem J.C., 23 anos, em São Carlos. Ele confessou ter matado o representante comercial Reginaldo de Oliveira no último dia 7 em Bauru, onde estava a passeio. Em depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que conduz o inquérito, ele disse que conheceu a vítima, fez programa sexual com ela, mas não recebeu o valor combinado. Os dois discutiram e ele, com uma faca, atacou Reginaldo e o matou com sete golpes nas costas, na própria residência da vítima.

O delegado Carlos Alberto Rocha, titular da DIG, apurou que, após o crime,  J.C. tentou roubar a motocicleta e objetos da vítima para vender e ganhar algum dinheiro. “Entretanto, não sei por qual motivo, a moto não funcionou e foi abandonada próxima ao local do crime. Já os objetos de Reginaldo, o acusado confessou ter trocado em um ponto de drogas por crack”, frisa Rocha.

O relacionamento entre vítima e acusado também explica a razão pela qual a residência estava trancada à chave e sem sinais de arrombamento quando o corpo foi encontrado pela polícia, no dia 8. “Foi constatado que os dois saíram juntos na noite anterior ao assassinato e retornaram para a casa. Depois, após a discussão e o crime, J.C. saiu normalmente da casa e foi embora a pé”, informa o delegado.

Durante as investigações, a DIG identificou que Reginaldo estava acompanhado de uma pessoa na noite anterior ao crime, chegando ao nome de  J.C. e descobriu que o acusado estava na cidade de São Carlos. “Descobrimos onde ele estava, emitimos um pedido de prisão temporária para ele e pedimos para os policiais da cidade prendê-lo para nós. Hoje (ontem), fomos até São Carlos e trouxemos o acusado para interrogar”, relata Rocha ao afirmar que  J.V.C. confessou o crime.

O acusado foi encaminhado para a cadeia de Duartina.

O caso

Reginaldo de Oliveira foi encontrado morto, com sete ferimentos de faca nas costas, no interior de sua residência, na Vila Popular Ipiranga, na manhã do último dia 8. O homem de 47 anos trabalhava como gerente financeiro de uma distribuidora de alimentos, era solteiro e não tinha filhos.

Quando o corpo foi encontrado, a reportagem do JC apurou que ele era um homem de hábitos pacatos e que não tinha dívidas. De acordo com relatos de familiares, ele só bebia socialmente, nunca teve desentendimentos sérios com vizinhos e jamais havia faltado ao trabalho.

Desde o início das investigações, a polícia trabalhou com a possibilidade de o crime ter sido cometido por alguém do círculo de seu relacionamento, visto que não havia sinais de arrombamento na casa. Além disso, as portas do imóvel estavam trancadas à chave quando a polícia chegou ao local. O guarda-roupas de Reginaldo estava todo revirado e suas roupas estavam espalhadas pelo chão do quarto.