O ex-funcionário do haras de Achilles dos Reis Almir Rogério Romano e seu primo Adriano Aparecido Nakaia estão presos preventivamente desde março do ano passado, após a Polícia Civil de Bauru, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ter chegado aos primos. Confrontadas as versões apresentadas por ambos para a morte do empresário Achilles dos Reis e os vestígios encontrados no local, a Justiça concluiu que quem dirigia a caminhonete Hillux na hora do acidente era Almir.
Isso porque o local ocupado pelo condutor da Hillux não possuía sangue, portando não foi ocupada por Achilles, que foi ferido em consequência – ou anteriormente – ao acidente. Na fase de interrogatório policial, Almir confirmou que no dia do crime, juntamente com seu primo, foi ao haras conversar sobre valor do acerto trabalhista.
Disse que ficou na porteira esperando o empresário Achilles dos Reis e quando ele parou conversaram rapidamente. Em seguida, pediu carona para ele e o primo até Tibiriçá, a que o ex-patrão concordou. No caminho, disse ao mostrar documento do Ministério do Trabalho sobre valor do acerto trabalhista, o empresário se alterou e desferiu nele uma cotovelada.
Almir afirmou que, na discussão, Achilles tirou os olhos da estrada e em seguida a caminhonete capotou. Afirmou, ainda, que chegou a perder os sentidos e quando os recobrou saiu da caminhonete com seu primo e que não se recorda de ter visto Achilles caído. Alegou que fugiu para um canavial porque temia que fosse acusado de sequestrar o ex-patrão.
Já em juízo, Almir mudou a versão dos fatos quanto ao que ocorreu após o acidente. Ele disse que após sair da caminhonete viu sim Achilles imóvel no chão, ficou apavorado e fugiu do local com seu primo temendo ser agredido por parentes do empresário. O rapaz negou que tenha agredido o empresário com galho de árvore e disse que não roubou a carteira do ex-patrão.
Já Adriano, na fase de inquérito policial, contou que no dia do crime havia ingerido bebida alcoólica quando foi convidado para Almir para ir ao haras. Afirmou que não sabia da intenção do primo. Afirmou que os dois ficaram escondidos próximo à porteira e que Almir desferiu um golpe com galho de árvore em Achilles quando ele desceu da caminhonete para abrir a porteira.
Relatou, ainda, que Almir pediu sua ajuda para colocar o empresário, que estava inconsciente, na Hillux e que seu primo assumiu a direção do veículo, saindo em alta velocidade. Afirmou que durante o trajeto Almir perdeu o controle da caminhonete, que capotou. Em seguida, que saiu do veículo com a clavícula machucada e que viu Achilles caído no chão e, juntamente com Almir, embrenharam-se no mato.
Ainda acrescentou que Almir tinha a intenção de roubar o ex-patrão como forma de se ressarcir. E Adriano negou qualquer participação na morte do empresário. Em juízo, o rapaz negou a presença no local do crime.